Bebida alcóolica e estimulante: os efeitos e os riscos de uma combinação perigosa

Bebida alcóolica e estimulante: os efeitos e os riscos de uma combinação perigosa

 
Álcool e energético: duas bebidas que podem causar
danos ao organismo. Estas embalagens foram
encontradas pela manhã, há duas semanas, na
Avenida Júlio Assis Cavalheiro, em Beltrão.

Os energéticos, muito consumidos após horas de trabalho em que se necessita continuar na ativa ou para prolongar a diversão na balada, são fontes ricas de propriedades estimulantes. Uma bebida própria para dias casuais em que se deseja esticar as horas ou aumentar o sinal de alerta do cérebro, que precisa se manter acordado.

Mas o consumo dos energéticos têm se distorcido principalmente quando é associado com bebidas alcoólicas. Em geral, quem experimenta a combinação se demonstra imediatamente satisfeito. Mas reconhece as inevitáveis consequências da ressaca que provoca mal-estar e sensação de esquecimento, como relataram dois jovens que não quiseram se identificar.

Segundo o cardiologista Álvaro Cattani, de Pato Branco, estudos científicos apontam os riscos do que se considera uma “mistura muito perigosa”. “Esta combinação determina um maior nível de álcool no sangue, maiores possibilidades de acidentes e de arritmias cardíacas e pressão arterial elevada”, informa.

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Cattani explica que o energético é utilizado para mascarar os sinais do álcool no organismo humano. “Conforme o nível de embriaguez, a sonolência é maior. Só que o energético se contrapõe a isso, causando uma sensação de bem-estar e fazendo com que a pessoa ingira ainda mais álcool.”

Um aviso impresso nas embalagens de energéticos proíbe o consumo com bebida alcoólica. “Provoca aumento da adrenalina, palpitações, suor e, dependendo da quantidade ingerida, podem levar à desidratação, já que os dois são diuréticos. Além de diminuir a percepção do estado de embriaguez”, reforça a nutricionista Priscila Zambonato, de Francisco Beltrão.

 

Energético: beber com moderação

Priscila entende que não há problemas em beber moderadamente. “Assim como uma xícara de café preto, uma lata de energético quando tomado esporadicamente vai espantar o sono sem gerar prejuízo à saúde. Mas diabéticos e cardíacos devem evitar o consumo mesmo que esporádico”, aconselha.

Para Cattani, o problema do energético é a concentração de substâncias estimulantes, principalmente a cafeína. “A quantidade vai de 120 até 500mg. Um copo de Coca Cola, por exemplo, tem 34mg. Uma xícara de café tem 100mg. Isso produz aumento de batimento cardíaco e pressão arterial que pode durar horas, e mesmo em jovens saudáveis pode causar palpitações”, compara.

Quem pratica atividade física, por exemplo, não devem consumir energéticos. “Esta bebida aumenta a disposição, mas é diurética e pode causar desidratação se for ingerida em excesso. Já as bebidas isotônicas têm o objetivo de repor a água e os sais minerais importantes que perdemos durante a transpiração, sendo assim uma boa opção para hidratar nosso corpo”, sugere Priscila.

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