Indústria começa a preparar mais de 100 mil litros de suco de uva
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| Trabalho envolve 25 pessoas durante dois turnos ao longo deste mês. |
As 17 famílias associadas à indústria de suco de uva de Verê estão trabalhando a todo vapor. Com a colheita nos parreirais, este é o momento de se extrair o suco dos grãos (30% bordô e 70% francesa) cultivados de forma orgânica e engarrafar a bebida. Um trabalho que envolve 25 pessoas durante dois turnos do dia ao longo deste mês.
Os sócios estimam que a produção de uva se aproxime das 60 toneladas. Quantidade que vai originar cerca de 100 a 110 mil garrafas de 500 ml. E todo o suco já está vendido. A bebida vai fazer parte da merenda escolar e será fornecida por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da agricultura familiar.
“Só pra merenda do Estado são 65 mil garrafinhas, ao preço de R$ 3,90, e que será distribuído para 28 municípios do Sudoeste. Mais 10 mil garrafinhas estão vendidas pro PAA. O restante tem mercado acertado com a Prefeitura de Curitiba. Todo o suco que está sendo produzido aqui tem mercado garantido”, informa o técnico responsável Décio Cagnini.
O custo de cada garrafa sai, em média, por R$ 2,50, mas a expectativa é que haja um aumento deste valor. “Deveremos ter quase um real de lucro por garrafa. São mais de 100 mil reais. Com este dinheiro a indústria está conseguindo pagar as dívidas e fazer investimentos. Estamos pensando em trocar alguns equipamentos”, conta.
E o serviço começa cedo. “A uva chega, é pesada e anotada a doçura da uva, começa pelas 5 horas da manhã e pelas 7 horas entra o pessoal. A uva entra nas panelas a vapor, a água é aquecida, evapora e entra em contato com o grão, que extrai o suco. Aí vai pro tanque de armazenamento e a gente vê se o teor de doçura está adequado”, explica o responsável pela produção na indústria, Fábio Garboça.
Casca da uva
Como as máquinas são utilizadas apenas durante este mês, Décio diz que a proposta é ampliar o ramo de atividades. “Dá pra produzir suco de maça, pêssego, morango, mas a quantidade na região é pouca pra transformar isso.”
Outra possibilidade é aproveitar a matéria-prima que hoje é descartada. “Perdemos em torno de 20% da uva que entra aqui, é a casca que vai fora. São 15 mil quilos de casca que pode ser transformada em doce. E o Estado estaria comprando este doce. Por isso, no próximo ano vamos trabalhar esta questão”, prevê Décio.
Para o técnico, a seca também quase atrapalhou a safra de uva. “Alguns parreirais pegaram mais chuvas, outros menos. No geral, tivemos produção boa, com suco mais concentrado e mais doce”, avalia. “Os produtores têm em torno de um hectare de uva. Mas tem uns que estão colhendo em torno de 15 toneladas por hectare.”







