Homem tenta comprar carro e é discriminado
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| Elias Banfe, 53, que perdeu o movimento do braço esquerdo, mostra a CNH especial para dirigir. |
Um homem com deficiência no braço esquerdo disse que foi discriminado enquanto olhava um carro que pretendia comprar. Em duas concessionárias de Francisco Beltrão, Elias Banfe, 53, nem chegou a ser atendido. Com a carteira de habilitação já adaptada para sua condição física, ele queria escolher o veículo e pagar à vista. Muito chateado com a situação, Elias procurou o JdeB para alertar as empresas do setor sobre a discriminação. “Não quero aparecer, eu não sou mais do que ninguém. Mas não gostaria que eles fizessem com outras pessoas o que fizeram comigo”, diz o agricultor, que mora na Seção Jacaré.”Na primeira concessionária, o vendedor nem levantou pra mostrar o carro. Não sei se era porque eu estava do meu jeito, de chinelo de dedo, mas ele disse que não tinha carro adaptado pra mim. Na outra loja, também não quiseram me mostrar o carro. A primeira coisa que o vendedor perguntou foi se eu tinha dinheiro pra pagar”, revela.Há um ano, Elias caiu de um muro e teve o nervo do braço esquerdo afetado. O acidente o deixou sem os movimentos do membro. Mesmo assim, ele buscou capacitação para dirigir carros adaptados. “Eu tenho um Gol, mas já está vendido. Tenho dois piás, um me dá um pouco (de dinheiro), o outro também. Com o dinheiro, quero trocar de carro.”
Associação dos Deficientes
A Associação dos Deficientes Físicos de Francisco Beltrão informa que, em caso de discriminação, são necessárias duas testemunhas. Mas a vítima pode receber mais orientações ao procurar a Defensoria Pública, no Fórum, ou a entidade. “Se precisar de advogado, o promotor designa um pra pessoa”, explica o presidente Nelson Zuanazzi.
A partir do dia 23, a associação estará atendendo embaixo da arquibancada do Estádio Anilado. Atualmente são mais de 200 sócios cadastrados, segundo o presidente Zuanazzi. O telefone para contato é o 3527-3388.






