Preço do aparelho celular cai e vendas sobem
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| Os smartphones estão entre os preferidos dos clientes que procuram por tecnologia. |
Levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que, em 2011, os preços dos aparelhos de telefonia celular caíram 12,33% no atacado, a mais intensa queda em quatro anos. No varejo, o preço do celular caiu 8,51% no ano passado, o mais forte recuo desde 2009 (-12,69%) e a quinta queda anual consecutiva.
Em Francisco Beltrão, o cenário da venda de telefones celulares é o mesmo que o apontado pelo levantamento da fundação. Com a redução dos preços, o aumento da oferta da indústria e do poder aquisitivo da população brasileira, está mais fácil adquirir ou trocar de aparelho. E as opções variam conforme a necessidade do usuário que pode escolher entre a tecnologia de ponta ou apenas os recursos mais usuais.
Roberta de Araújo, da Exclusiva Tim, faz um rápido comparativo com a própria tabela de preços. A queda é de 20% a 30% em relação ao mesmo período do ano passado. “Os valores estão mais baixo, isto é notável. As pessoas estão comprando mais porque o preço acaba influenciando”, observa.
A vendedora cita também o perfil dos aparelhos mais procurados pelos clientes. Segundo ela, são os smartphones e os touchscreen (toque no visor). “Antigamente a gente falava de smartphone pro cliente e ele se assustava por causa do valor. Hoje eles já estão bem mais acessíveis”, analisa Roberta.
Na revenda da Vivo, o proprietário Waltencier “Minero” Santos disse que os aparelhos com dois chips estão entre os campeões de venda. “O pessoal quer usar mais de uma operadora para aproveitar as promoções”, comenta ao concordar também que os smartphones são a grande preferência dos clientes.
“O volume de vendas aumenta e cai o preço por causa da tecnologia que está cada vez mais acessível. A inclusão de internet nos aparelhos celulares também é outro atrativo que vai baratear ainda mais. O pessoal não fica sem internet”, analisa.
Junior Barros, da revenda da Oi, percebe que há dois tipos de público: os que compram os aparelhos sofisticados e os que optam pelos mais funcionais, com menos recursos tecnológicos. “Está vendendo bem os mais básicos até por questão de valores. Estes clientes até recusam os celulares com câmera ou com touchscreen”, diz. “Os que estão mais antenados com internet e que usam redes sociais procuram os modelos mais completos.”
Ricardo Heineck, proprietário da revenda da Claro, lembra dos planos pós-pagos que oferecem modelos gratuitos. “O cliente tem acesso fácil a um celular de alta qualidade dentro de um plano compatível com a sua renda. Os pós-pagos estão vendendo bem porque ou os aparelhos são gratuitos ou o preço é reduzido”, diz. (*Com informações da Agência Estado)





