Moradora reclama da ação de policiais

Moradora reclama da ação de policiais

Uma moradora do bairro Pinheirinho, em Francisco Beltrão, está indignada com a atitude de dois policiais militares. Josiane Aparecida Fogaça, de 34 anos, conta que foi abordada pelos soldados, um homem e uma mulher, em um posto de combustível da cidade na madrugada do domingo, 4 de março.

Josiane diz não ter oferecido resistência. “Eles vieram de encontro ao meu carro e imediatamente parei, descemos do automóvel, e, aos gritos, sob acusações infundadas, logo foram algemando meu namorado e colocando-o na viatura”, conta a moradora, que relatou o fato, por e-mail, ao JdeB.

“Sem saber o que estava acontecendo, comecei a perguntar aos policiais o porquê de tamanha estupidez e violência. Não bastasse, eles me jogaram sobre a viatura, colocaram as algemas e sob empurrões e puxões, literalmente como um “saco de batatas”, jogaram-me para dentro da viatura”, escreve.

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Os policiais teriam revistado seu automóvel, mas não encontraram nada. Mesmo assim o casal foi encaminhado à polícia. “Além das agressões físicas a que fomos submetidos, restaram ainda as agressões verbais, dos referidos policiais e de outros que se encontravam de plantão no batalhão naquela noite”, lembra.

Josiane diz que foi acusada de desacato à autoridade, resistência à prisão e de ter “agarrado o policial pelas costas”. “Em momento algum reagimos, desacatamos ou enfrentei os policiais”, argumenta. “Sabemos que é dever deles executar tais procedimentos, mas é direito de todo cidadão exigir respeito.”

Para a moradora, a ação dos policiais é importante no combate da criminalidade. “Concordo que as abordagens são necessárias, o problema está na forma como isso acontece. E é esse respeito que eles não tiveram conosco, aos olhos de mais ou menos umas 100 pessoas que estavam no posto naquele momento”, destaca.

A moradora continua escrevendo que se sentiu “humilhada, caluniada, motivo de chacota pelos próprios policiais”. “Meu corpo está dolorido, marcado pelas algemas, marcado pelos puxões e empurrões que fui submetida. Minha honra anseia desesperadamente por um pouco de dignidade nas ações humanas”, argumenta.

E encerra seu relato ao lembrar que também é servidora pública. “Atuo na educação há 18 anos, 11 destes como funcionária pública estadual (assim como eles), mãe de dois filhos, cidadã, mulher!”

 

Outra denúncia

No início do mês, Vilmar da Motta, morador do bairro Alvorada, também procurou o JdeB para fazer uma reclamação contra policiais militares. Na oportunidade, o major Walfrido Takasaki informou que todo cidadão tem o direito de visitar o quartel militar e registrar sua ocorrência de insatisfação em relação ao comportamento de policiais. “A legislação é bastante rigorosa e com especificidades sobre desvio de conduta de soldados”, lembrou o major, na ocasião.

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