Educadoras infantis não recebem piso salarial
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| Manifesto realizado na praça central pelos profissionais da educação na última quinta-feira. |
As educadoras infantis de Francisco Beltrão querem esclarecer que não recebem o piso salarial de R$ 1.451, como publicado na edição do JdeB de sexta-feira, 13.3.12, em entrevista com a secretária da Educação Lourdes Bertani. A reportagem mostrava a paralisação dos profissionais no dia anterior que pedem melhorias para a categoria.
Daielle Hellmann e Rosângela Krug, representantes das educadoras infantis do município, enviaram uma carta ao JdeB pedindo o direito de resposta. No texto, elas escrevem que a categoria está mobilizada para esclarecer que “a informação divulgada não é totalmente verdadeira”.
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| Daielle Hellmann e Rosângela Krug, representantes da categoria. |
“Nossa desvalorização é algo inaceitável, pois descumpre a lei federal n.º 11.738/2008 que estabelece o mínimo que um profissional do magistério deve receber como salário base e que, portanto, de fundamental importância para a qualificação da educação em nosso país.”
O que ocorre atualmente, segundo Daielle e Rosângela, é que um profissional com graduação e pós-graduação até chega a receber o piso da categoria. “Mas quando se trata de piso salarial, significa que este é o mínimo que um profissional com apenas o magistério deve receber”, comentam. “E não o que ocorre hoje em que nós recebemos o piso, mas porque temos graduação e pós-graduação.”
Fundeb para Educação Infantil
Na carta elas lembram que a Educação Infantil faz parte da Educação Básica desde 1996, com a aprovação da LDB. E que, portanto, os recursos do Fundeb (fundo para valorização dos profissionais e da educação) “são destinados à Educação Infantil também”. Na edição de sexta, a secretária Lurdinha havia dito que 81% dos recursos do Fundeb foram usados para o pagamento de salários, em 2011.
“Esperávamos que a administração municipal tomasse ações conscientes e concretas no sentido de valorizar todos os profissionais que atuam na Educação Básica, ou nos esclarecessem quais são os critérios que a leva a tratar de forma tão diversa profissionais que, legalmente falando, possuem os mesmos direitos, e dos quais são exigidos (também legalmente) a mesma formação.”
As educadoras lembram também que existem “especificidades no processo educativo”. “A educação de crianças de zero a quatro anos exige que o cuidado esteja presente em todos os momentos, de maneira indissociável, para que elas possam se desenvolver de maneira integral.”
Segundo Daielle e Rosângela, o objetivo não é a greve. “Já faz algum tempo que temos tentado negociar esta questão, mas não tivemos êxito, e infelizmente teremos que tomar ações como promover ação judicial ou até mesmo paralisando as atividades da categoria que provavelmente provocaria uma situação difícil socialmente.”
130 educadores
Na Educação Infantil de Beltrão, são mais de 130 educadores. Na rede municipal ensino, são 400 professores concursados para trabalhar 20 horas semanais. Há ainda mais 100 professores para trabalhar 40 horas por semana.







