Casos de tuberculose caem 3,54% no ano passado

Casos de tuberculose caem 3,54% no ano passado

Os casos de tuberculose, no Brasil, registraram queda de 3,54% no ano passado. No comparativo com 2010, foram pouco mais de 69 mil contra 71.700 casos. E a incidência da doença também caiu 15,9% nos últimos dez anos, segundo o Ministério da Saúde.

Para cada 100 mil habitantes, eram 42,8 casos da doença em 2001. No ano passado, eram 36 casos para a mesma proporção. Ainda nos últimos dez anos, o número de mortes também diminuiu 23,4%.

De acordo com o pneumologista Redimir Goya, de Francisco Beltrão, nem todas as pessoas que entram em contato desenvolvem a doença. “O organismo consegue combater e controlar a bactéria. Quem tem imunidade baixa pode desenvolver a tuberculose, principalmente os portadores de HIV, os que estejam tomando medicamento com corticoide, em tratamento contra o câncer ou os que têm problema pulmonar”, esclarece.

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Quadros de estresse, alimentação errada ou tabagismo também são fatores de risco. “A tuberculose se adquire através da respiração. No contato com a pessoa doente, ela pode eliminar os bacilos pela respiração. A bactéria entra e a pessoa acaba desenvolvendo a tuberculose”, simplifica o médico.

Para Goya, a medida mais eficaz para prevenir a doença é a vacinação. “Hoje é obrigatório vacinar as crianças. Outra coisa é ter sempre hábitos saudáveis, fazer sempre atividades físicas, evitar cigarro e coisas que podem desencadear o problema.” Outra dica é o diagnóstico precoce: “Quem não sabe, pode contaminar outras pessoas”, lembra.

“O Ministério da Saúde recomenda que o paciente sintomático respiratório que tem tosse por mais de três semanas procure orientação, faça exames para saber se não é portador de tuberculose. Em duas semanas de tratamento é pouco provável que a pessoa não transmita mais a bactéria”, explica.

 

Tratamento

O tratamento dura mais de seis meses e deve ser seguido até o fim. “Têm pacientes que acabam parando antes. É pior, porque pode reincidir por uma bactéria mais forte. Isso acontece muito com alcoólatras que precisam parar de beber, mas não conseguem. Voltar a beber faz com que o quadro se torne bem mais grave.”

O que dificulta também o tratamento são os efeitos colaterais dos medicamentos. “Principalmente no aparelho digestivo, as alterações de fígado e até uma possível hepatite medicamentosa”, reconhece o médico. No caso das grávidas, Goya faz uma recomendação simples: “Devem comunicar o médico para que se possa tomar algumas medidas para evitar que o bebê pegue a doença”.

Mitos sobre a tuberculose

“A transmissão é pela respiração. O que as pessoas fazem de separar talheres, toalhas de quem está com tuberculose é mito. O que transmite é o contato mais íntimo no domicílio; pode passar pro cônjuge ou para os filhos. Ou em ambientes como salas de aula, asilos, presídios. Dentro do ônibus já é mais difícil”, exemplifica o pneumologista Redimir Goya.  

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