Cooperados participam de painéis da Cresol
![]() |
| Salão nobre do Santa Fé recebeu cerca de 300 representantes das 90 cooperativas. |
Cooperados da Cresol se reuniram ontem para três painéis realizados no Santa Fé Clube de Campo, em Francisco Beltrão. Estiveram presentes os representantes das cooperativas do Paraná, de Santa Catarina, do Espírito Santo e de Minas Gerais. À noite, teve o sorteio final da campanha de prêmios. A assembleia de prestação de contas ocorre hoje pela manhã.
Durante os painéis que reuniram cerca de 300 pessoas, entre cooperados, parceiros e representantes de universidades, foram discutidas a educação, as políticas públicas e as cadeias de produção. “São temas não tão relacionados à prestação de contas, mas são momentos importantes para que se possa entender a dinâmica da agricultura familiar”, comentou Vanderley Ziger, da Cresol Baser.
Para Ziger, esta é uma estratégia para despertar a preocupação com o desenvolvimento da agricultura familiar. “Nós tivemos a participação de especialistas em cada um dos painéis”, frisou.
Os temas
No painel sobre educação, os representantes de instituições de ensino superior e técnico deram suas contribuições. “Este é um tema que está intimamente ligado com o desenvolvimento. Tivemos aqui hoje a presença de universidades e da Casa Familiar Rural que tem um belo trabalho com os alunos”, disse Ziger.
No debate sobre políticas públicas, a ênfase foi para a comercialização. “A Cresol tem o compromisso de entender melhor como funciona dentro dos municípios até porque o associado quer ter espaço onde possa comercializar seu produto, de preferência de forma direta.”
O presidente Ziger citou as compras institucionais “que nos permitem ter elementos que saiam da unidade de produção e cheguem até o mercado consumidor. Este era um grande sonho e que agora se torna realidade”.
No painel que debateu as cadeias de produção, destaque para a bacia leiteira. “O produtor de leite está recebendo um preço extraordinário, a 90 centavos. Mas ao mesmo tempo há uma tendência de se concentrar em grandes grupos o domínio da produção de leite”, avalia.
Diante da possibilidade de um monopólio, Ziger justifica a necessidade de se debater alternativas. “No nosso modo de entender isso é um problema porque prejudica os pequenos. Pode ser que, em dez anos, não tenhamos mais os pequenos laticínios da nossa região que industrializam os produtos. E aí quem vai ditar o preço para o produtor são dois ou três grandes grupos.”








