Médico defende terapia antienvelhecimento
A terapia antienvelhecimento, ou anti-aging, que se popularizou no Brasil nos últimos anos, já divide a opinião da classe médica. De um lado, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), que passou a questionar a falta de comprovações científicas para a reposição hormonal e a suplementação. De outro, profissionais adeptos à prática que garantem os resultados aos tratamentos e lembram que as críticas são o reflexo da desatualização de colegas.
O médico José Luiz Verde dos Santos, de Curitiba, vem tratando seus pacientes com a terapia anti-aging. Ele considera mentirosas as acusações divulgadas na mídia nacional e adianta que, em breve, haverá um posicionamento oficial quanto ao assunto. “Já estamos preparando uma resposta à altura”, disse ao JdeB.
Segundo Verde, as notícias veiculadas são para “tentar obter apoio para combater o avanço do anti-aging no Brasil”. O médico também cita o volume de pesquisas realizadas para comprovar a credibilidade da terapia. “Existem mais de 15 mil trabalhos científicos publicados nas revistas médicas mais importantes do mundo”, informa.
Em um dos fóruns, em São Paulo, para os médicos que praticam anti-aging no Brasil e que discutem casos clínicos e mudanças de protocolos de tratamento, dr. Verde comentou uma declaração. “Eu ouvi a frase de um colega de Fortaleza que reproduziu a frase do dr. José Felipe Júnior, fisiologista de São Paulo: o médico que deixa de aprender está omitindo socorro.”
Divulgação na mídia
Na semana passada, geriatras, gerontólogos e entidades representantes da classe médica fizeram uma série de questionamentos sobre a segurança da medicina anti-aging. O ponto principal versa sobre a reposição hormonal e a suplementação com antioxidantes, vitaminas e sais minerais, substâncias que entram em declínio no corpo a partir dos 30 anos.
Para o médico Gerson Zafalon, a terapia antienvelhecimento causa mais danos do que benefícios. “Há um aumento, inclusive, do risco de câncer”, diz. A presidente da SBGG, Sílvia Pereira, também afirma que o consumo excessivo de “vitaminas E, C e betacaroteno pode aumentar o risco de câncer”. Mas o dr. Verde contrapõe-se ao lembrar que a SBGG conta com apenas 560 associados. “Só o Grupo Longevidade Saudável conta com mais de 1.800 médicos formados”, compara. Para ele, as críticas não passam de um conformismo. “Penso que a maioria dos médicos não quer sair da ‘zona de conforto’ em que se encontram.”
Resultados com anti-aging
Para o dr. Verde, existem apenas dois tipos de médicos no Brasil: “aqueles que praticam o anti-aging e aqueles que ainda vão praticar. O resultado clínico é bom não só para os clientes saudáveis, mas também para os clientes com doenças. Não tem como voltar a praticar a medicina convencional, que trata sintomas, depois de praticar o anti-aging, que trata de causas.”
Dilma Mazzetto, de Francisco Beltrão, é paciente do médico Verde há dois anos. Ela cita o bem-estar e, principalmente, a disposição para atravessar a menopausa. “Eu tenho 48 anos e não senti absolutamente nada. Aqueles sintomas que a maioria das mulheres se queixa, eu não tenho nada disso”, testemunha.
“Quando comecei o tratamento, pra se ter ideia, eu estava com fadiga adrenal crônica, meu nível de estresse estava no limite, tireoide alterada e muitas outras coisas. Depois que comecei o tratamento tudo mudou, me sinto bem melhor”, relata.
Mas a surpresa maior, para Dilma, aconteceu com o marido, Itacir. “Ele tinha sintomas de coração e, depois de muitos exames, o problema não era o coração e, sim, falta de vitaminas e de reposição hormonal que estava precisando. Depois que começou a tomar a medicação indicada, passou a se sentir melhor.”





