Setor vive o tempo das “vacas gordas”

 

Bovinos de corte estão tendo bons preços
nos mercados interno e externo. 

 

A pecuária de corte vive o tempo das “vacas gordas” como se dizia há anos atrás. Nos últimos dois anos muitos pecuaristas deixaram a atividade, o que resultou na redução do plantel de fêmeas bovinas para produção de bezerros de engorda. Houve retração na oferta de bezerros e aumento nos preços no mercado interno e a ampliação de negócios e de mercados no exterior.

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No ano passado, o preço da arroba do boi (15 quilos) já tinha aumentado para a faixa de R$ 112 a 113. Agora está ainda maior a cotação, oscilando de R$ 115 a R$ 121 – preços praticados na região. 

Cândido Scholl, proprietário da Pampa Remates, de Dois Vizinhos, comenta que “nós podemos dizer que estamos vivendo um novo ciclo na pecuária. Antigamente, os pecuaristas diziam que tinha o tempo das vacas magras e o tempo das vacas gordas. Então, nós podemos dizer que agora nós vamos viver um ciclo de pecuária de preços”. O cenário se deve às vendas acentuadas de matrizes no mercado interno, consequentemente está faltando boi no mercado. Além disso, o status da pecuária brasileira se ampliou no exterior, nos últimos anos. “Então nós abrimos mercado em alguns países importantes, em alguns blocos econômicos importantes e países, como a Rússia, os tigres asiáticos, alguns mercados mais exigentes como o mercado japonês, o próprio americano, a comunidade econômica europeia. São mercados importantes que o Brasil hoje coloca carne a nível mundial, e cada vez crescente”, analisa Cândido.

Se no ano passado os preços da arroba foram bons para os produtores, no primeiro trimestre de 2014 eles tiveram mais uma elevação. “E a nível de mercado interno estamos vivendo uma situação muito favorável, nós temos um ano eleitoral, em que normalmente os governos estaduais e federal injetam dinheiro (na economia), consequentemente tem emprego, e também num ano em que nós vamos realizar a Copa do Mundo, isso vai trazer milhares de turistas ao Brasil que vêm para consumir, e no mercado interno houve um incremento significativo”, observa.

O empresário acrescenta que “com a baixa oferta de animais e todo este cenário, é evidente que o preço do boi subiu do ano passado pra cá 28,7% e deve permanecer (assim) na entressafra. (o preço) Se manteve firme em plena safra de boi gordo, que praticamente é os primeiros meses do ano, e agora com o período de inverno, de entressafra, nós teremos preços mais satisfatórios ao produtor”. 

Para o empresário, em nossa região deve ocorrer um aumento de produtividade em áreas menores, com redução do número de animais para abate, ofertando mais carne por hectare. “Acho que isso ta acontecendo e vai acontecer nos próximos anos. Não creio que nós teremos na nossa região um incremento de área. Nós podemos ter um aumento de rebanho nos mesmas áreas de produção”, prevê. Pecuarista tradicional em Beltrão, Alberi Agnoletto, presidente da Sociedade Rural, dá a senha do que vai acontecer no setor. Alberi diz que “quem tem produto bom vai ter um bom rendimento, uma boa lucratividade”.

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