Eventos políticos e a economia

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Quando se fala em economia, o ano de 2016 foi marcado mais por eventos políticos do que por dados financeiros. Lava Jato, impeachment, eleições municipais e PECs deram o ritmo do sobe e desce dos dados econômicos. Em 2017 a situação não é muito diferente, só que com mais igualdade entre eventos políticos e os econômicos e financeiros, que refletem no nosso bolso. Infelizmente, ou felizmente, a Lava Jato continua, PECs estão em fases de andamento e a eleição norte-americana vem mexendo com os indicadores. Como se vê, são muitos eventos políticos afetando nosso mercado financeiro. A incerteza em relação aos imigrantes e as ações de Donald Trump seguem na agenda dos investidores por todo o mundo; no Brasil, as aparências enganam, isso porque os próprios brasileiros tentam não se preocupar tanto com a questão que, mais cedo ou mais tarde, impactará as exportações. Em relação à Lava Jato, assistimos novas prisões a cada semana, chega a ser difícil acompanhar, e a tendência não muda, pois aguardamos ansiosos o fim do sigilo das delações dos executivos da Odebrecht. Tal situação poderá ocasionar um novo impeachment, tendo em vista que Temer é um dos citados. Além disso, o então presidiário e irritado Eduardo Cunha promete colocar a boca no trombone, o que esperar disso é difícil mensurar, mas haverá muita confusão. Sendo assim, mais uma vez situações políticas intervindo no mercado. Prejudicial, essa é a palavra a ser usada na situação. Isso porque a economia necessita de distanciamento dessas questões e andar por si só. Os agentes econômicos estão tentando trabalhar separadamente, mas fica difícil enquanto não terminarem os fatos desagradáveis na área política. Cada dia que passa uma nova notícia, um novo desvio ou uma nova tentativa de proteger comparsas. Talvez melhore em 2018, ou piore, pois teremos eleições. Esse ambiente atrapalha a evolução dos negócios, dificultando a decisão dos investidores. É certo que tem muita gente a fim de desengavetar projetos, mas com a conjuntura atual, o risco ainda é grande. Enquanto isso o trabalhador – o que mais sofre – teve sua renda deteriorada nesses dois anos, diminuição do trabalho, aumento de taxas e inflação. Resta mesmo é sonhar e torcer, como numa partida de futebol, e também saber se estamos torcendo para o time certo.

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