queda economia
Foram 22 meses em queda. Isso mesmo! Quase dois anos o Brasil não teve saldo positivo na geração de empregos. Essa queda foi interrompida em fevereiro, mês em que foram criadas 35.612 vagas. Este fato foi tão importante para o governo que mereceu uma cerimônia especial, incluindo a fala do presidente Michel Temer. O saldo noticiado foi comemorado com veemência por três razões: a primeira é porque o aumento de postos de trabalho era esperado apenas no segundo semestre; a segunda é porque no mês de fevereiro normalmente há mais perdas do que ganhos, devido ao termino dos contratos temporários, e a terceira é porque o País vive um momento de negativismo, e qualquer dado positivo deve ser comemorado. O motivo para festejar procede, mas os números devem ser revertidos em tendências. Aguardemos um pouco mais para oficializar a euforia, pois alguns setores importantes, como comércio e a construção civil, ainda foram negativos. Os dados refletem uma substituição dos postos de trabalho, pouco ainda é oriundo de abertura de novas vagas. Outra preocupação é com a renda, que diminuiu, pois as pessoas estão sendo contratadas com salário mais baixo. O alento na perspectiva fica por conta do crédito ao consumidor, que vem melhorando mês após mês, podendo determinar o rumo da tendência positiva e alavancar os setores que ainda respiram com aparelhos e dependem da impulsão que o credito ao consumidor pode proporcionar. O Brasil deu os primeiros passos para tornar-se novamente grau de investimento. Esse reconhecimento internacional é chancelado pela agencia Moody’s, que tirou a perspectiva “negativa” para “estável”. Não houve tempo para comemorar. Como o brasileiro gosta do caminho mais difícil, os escândalos de adulteração na carne vieram à tona, e os resultados disso são no mínimo desastrosos. O governo mal conseguiu anunciar o leilão dos aeroportos de Salvador, Porto Alegre, Fortaleza e Florianópolis, que por sinal foi um sucesso, ficando 25% acima do esperado, que já foi ofuscado pela carne fraca “podre mesmo” que comemos durante anos. A instabilidade política prejudica mais uma vez a economia, mesmo assim o governo vem tentando reverter e amenizar os prejuízos, afinal como o nome mesmo diz, é tudo política. E que os calhordas não fiquem impunes, sejam desmascarados e possamos reconstruir do jeito certo, lembrando sempre da bagunça deixada por esses bandidos.




