Economia
Muito se fala nas redes sociais sobre direita ou esquerda, mas será mesmo que todos sabem o significado dessas palavras? Em épocas em que Jair Bolsonaro, Danald Trump e Kim Jong-um são os assuntos mais comentados, posicionamentos contra ou a favor são definidores de sua escolha.
Economicamente falando, se você é a favor da intervenção do governo nas diversas questões de regulação do mercado financeiro, você possui uma tendência esquerdista, pois para aqueles que são de direita o estado não deve se meter na economia, pois ele sufoca os negócios, sendo o correto deixá-la livre regulada pela lei da oferta e procura.
Quem é de direita até aceita os impostos, mas eles devem ser baixíssimos, possibilitando ao governo arcar apenas com questões essenciais, como segurança, saúde e educação. Já os de esquerda defendem impostos mais altos para arcar com as despesas sociais, equalizando as coisas e amparando os menos favorecidos que são explorados pelos donos do capital (empresários).
A esquerda apóia programas de auxílio alimentação, abrigos, benefícios sociais e salário mínimo. A direta delega tais assuntos para instituições que entendem do assunto como igrejas e clubes de serviço, nesse caso, para evitar desvios, corrupção e favorecimentos.
Com o pouco já exposto, você pode ter uma boa noção de sua tendência: Direita ou Esquerda? Porém, em alguns contextos não existem definições claras do que é Esquerda ou Direita. Algumas pessoas se dizem de direita, mas são a favor do estabelecimento de salário mínimo e sindicatos, por exemplo. Já outras, se dizem de esquerda, mas reclamam de pagar altos impostos.
Hoje, contudo, é possível ter ideias liberais e sociais ao mesmo tempo. Os chamados progressistas lidam com pautas como apoio às minorias, valorização do papel da mulher na sociedade e política antidrogas. Assim, os extremos vão se apoderando de mazelas da sociedade para carregar suas bandeiras. Ligações como ‘pichadores são de esquerda’, ‘banqueiros são de direita’… ‘feminismo’, ‘cotas raciais’, ‘aquecimento global’ entre outras questões polêmicas, são utilizadas no debate famigerado para conquistar mais adeptos, não a uma ideia, mas a um partido político, quando na verdade a questão não é entre direita ou esquerda e sim certo ou errado.
Decidir entre Doria ou Haddad, Bolsonaro ou Maria do Rosário vai mais além do que taxar a pessoa de direita ou esquerda. Afinal, não é porque você é contra vaquejada que deve ser chamado de esquerdista. Estudar as questões e ser dono do próprio pensamento vale mais a pena do que ser identificado como direita ou esquerda.




