Segundo semestre de 2017

economia segundo semestre

Na última sexta-feira, 30, encerrou-se o primeiro semestre de 2017 e, juntamente com o fim dele, os investidores se preparam para a segunda metade do ano. Diversos fatores positivos podem ser citados no período que passou, entre eles: inflação baixa, juros menores, reformas em andamento e saldo positivo do PIB após oito quedas consecutivas. Em nota, o Banco Central mantém as expectativas do PIB na rota de crescimento, mesmo com cautela, dado as recentes quedas consecutivas de 3,8% em 2015 e 3,6% em 2016. O semestre foi estimulado pelo setor agropecuário, as safras de milho e soja foram recordes, contribuindo para a atividade econômica. Outros setores não contribuíram tanto, mas o fato positivo é que deixaram de cair, como indústria e serviço, por exemplo. Sendo assim, a repetição desses fatores não acontecerá no segundo semestre, indicando um período mais estável, sem surpresas e mantendo a expectativa, ou torcida, de que não ocorra nenhum fato extraordinário que atrapalhe o cenário econômico. Espera-se ainda a divulgação de dados negativos, pois haverá ajuste inflacionário e a arrecadação do governo tende a diminuir, aumentando o deficit primário. Da mesma forma que no primeiro semestre, a política pode influenciar negativamente, isso devido às incertezas quanto às reformas e aos escândalos de corrupção. Além disso, um alinhamento político para 2018 pode impactar na Bolsa de Valores e no câmbio, desestabilizando projeções e investimentos. Para que haja um crescimento mais substancial é preciso ter o estímulo para produção. O que ocorre há tempos é que o empresário não se sente seguro para investir e o seu capital fica estagnado ou aplicado em ativos de risco médio, como letras do tesouro e CDBs. A migração desses investimentos financeiros para investimentos produtivos pode solucionar, em certa medida, o problema do crescimento, mas para isso deve-se ter um ambiente seguro. A busca por esse ambiente seguro deverá ser perseguida incansavelmente, embora saibamos que alguns governantes não veem dessa forma. 

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