
A reunião da executiva estadual do PMDB, do começo desta semana, aprovou a aliança com o PV. A chapa passa a ser formada pelo senador Roberto Requião (PMDB), candidato ao Governo do Estado, tendo como vice a deputada Rosane Ferreira (PV). Foi aprovada a coligação entre PMDB e PV. Na opinião de alguns parlamentares do grupo ‘PMDB Para Todos’, que defendia a coligação com o PSDB do governador Beto Richa, a aliança firmada com o PV, só para as eleições majoritárias, acarretará na redução da bancada peemedebista na Assembleia Legislativa, composta hoje por 13 deputados. “O PMDB não conseguiu fazer coligações com outras agremiações e o PV limitou seu apoio apenas para a majoritária, inviabilizando um número maior de candidatos nas proporcionais. Isso significa que teremos que fazer uma quantidade de votos muito maior para eleger um deputado”, avalia o deputado Luiz Claudio Romanelli.
Já para o secretário geral do PMDB no Paraná, ex-governador Orlando Pessuti, a coligação com o PV não somou em nada. Pessuti acredita que a decisão, além de não fortalecer o partido, contribuirá para a diminuição da bancada estadual. “Respeitamos o PV e acatamos a escolha feita pelo Requião, mas entendemos que não foi a melhor decisão para um partido com a grandeza histórica do PMDB nem para com os companheiros da maior bancada estadual”, frisou o ex-governador. A executiva estadual ainda definiu os suplentes de senador do candidato Marcelo Almeida. A primeira suplência ficou com Herculano Lisboa, de Ponta Grossa e a segunda com o ex-deputado Antonio Martins Anibelli. A lista de candidatos proporcionais ainda não está fechada.
O PMDB tem até o dia 5 de agosto para concluir a chapa de deputados estaduais e federais. É dada como certa a inclusão da candidatura de Caíto Quintana (PMDB) à Assembleia Legislativa. Caíto estava cotado para ser o vice de Beto Richa numa coligação entre PSDB e PMDB, rejeitada na convenção estadual.




