Selic a um dígito e as lembranças do passado

Selic

O comitê de política monetária (Copom) decidiu na última quarta feira, dia 18, por mais uma redução da taxa básica de juros, a Selic. É o menor nível desde agosto de 2013 e, apesar do fato ser aguardado pelo mercado, é um acontecimento raro em nosso País, que se destaca por ter uma das taxas mais elevadas do mundo. Trazer a taxa abaixo de dois dígitos, de maneira responsável, é uma vitória, pois na última vez que ela atingiu patamares assim foi de maneira tendenciosa, não refletindo a realidade do momento e facilitando o crédito de maneira desordenada, gerando consumismo e inadimplência que até hoje impacta no caixa das empresas e do próprio governo, além de criar um campo fértil para especuladores e insiders no mercado financeiro. A taxa Selic deve estar sempre correlacionada à inflação. É um instrumento de controle macroeconômico que auxilia empresas, bancos e corretores referenciando suas operações. Dessa maneira, quando se tem inflação alta, sugere-se uma Selic igualmente alta, tendo em vista controlar o crédito que impulsiona o consumo e aumento dos preços. Quando estiver tudo controlado, pode-se então reduzir a Selic, favorecendo o crédito e impulsionado o consumo oriundo dele. Logicamente que o consumo pelo crédito é apenas uma parte do consumo, por isso deve ser de forma consciente; estimulá-lo de forma equivocada pode conduzir a consequências desastrosas. Nesse momento o que está em jogo é a confiança e credibilidade da equipe econômica. Michel Temer está provando do próprio veneno ao ter que ligar pessoalmente para deputados a fim de aprovar suas emendas e ter apoio no Congresso. Para piorar, quando algo não dá certo, sua governabilidade diminuiu, complicando o lado econômico e a confiança do empresário. Por ora, a população paga com aumento de impostos. O primeiro foi de combustível, mas tudo indica que vem mais por aí, porque a conta não fecha.

 

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