Lá vem mais déficit

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Além de divulgar um déficit oficial para 2017, o governo pretende ampliá-lo em até R$ 20 bilhões. O saldo negativo de R$ 159 bilhões já foi assimilado pelos agentes de mercado; o problema é 2018, que está na iminência de ser divulgado, sendo esperado mais déficit, agora de R$ 170 bilhões. E por que esse número é um problema? Basicamente porque ele representa que o governo não está conseguindo controlar seus gastos. Despesas governamentais são complicadas. Quem já se viu beneficiado por elas sente-se em dúvida, mas muitas vezes nem com o governo em si, mas sim com o partido que estava governando. Porém, imagine da seguinte forma: você tem um parente que mora distante e que consome parte de sua renda todo mês. Esse seu parente consome parte do que leva de você para sua própria subsistência e outra parte ele procura utilizar para a família como um todo, enviando itens de consumo para todos, só que como está longe acaba errando nos gostos de cada um; além do mais, em alguns meses não envia nada porque gastou com ele mais do que devia. Após vários meses mandando esse valor, você se vê desmotivado a produzir para esse parente, que não dá retorno algum, e quando dá retorno não é o que você esperava, pois gastando sozinho você tomaria melhores decisões. Assim funciona com o governo. Ele leva em torno de 40% em impostos, pega boa parte para se manter e o que sobrar tenta oferecer serviços para os quais se justificam sua existência. O que está acontecendo é que o governo não está conseguindo sobreviver com a parte que leva de você e agora pretende levar um pouco mais para tapar o buraco. O desastre está feito. O incentivo para produzir diminui, pois não vale a pena tanto esforço para pouco retorno, assim as duas partes saem prejudicadas. Isso acontece porque o governo gasta mal o que arrecada. Se ele gastasse adequadamente, iria incentivar diversos setores e beneficiar a economia. Ele não gasta de forma adequada por uma razão lógica: não é dele. Existem quatro formas de gastar seu capital: 1) Quando você gasta sua renda com você mesmo procurará algo de qualidade com menor custo possível. 2) Se você for gastar com os outros procurará custo baixo e consequentemente de qualidade baixa. Numa terceira opção, a de gastar a renda dos outros com você, custo e qualidade serão os mais altos e 4) Em último caso é gastar a renda dos outros com os outros em que você não terá nenhuma preocupação com custo e qualidade. Essa última opção é a do governo, que gasta o que é de alguém com outro alguém, e pelas razões explicadas não está nem aí com custo ou qualidade. A maneira mais eficiente é o primeiro tipo de gasto, em que você gasta o que ganha com si próprio otimizando o resultado do gasto. 

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