Inflação contida

inflação

A prévia da inflação em agosto foi impulsionada pelos preços dos combustíveis, contudo, considerando o acumulado do ano, que ficou em 1,79%, está no menor patamar desde a implantação do Plano Real. Com a inflação no controle, provavelmente haverá  corte na taxa Selic na próxima reunião do Copom, em setembro, o que é de extrema importância para que a população em geral sinta os efeitos no bolso. A possibilidade do corte vem atrelada ao boletim Focus, que prevê a situação equilibrada para inflação, na média dos próximos períodos. Em futuro mais distante haverá, sim, alta nos preços, o que fará a inflação oscilar, ainda assim, em tendência de normalidade, com forte período de estabilidade. Atualmente a meta da inflação é de 4,5% e a tendência ao equilíbrio indica que ela será atingida neste ano. Bom sinal para 2018, em que teremos eleições, e as turbulências podem impactar na economia. A convicção do governo é tanta que decidiu modificar a meta de 2019 e 2020, para 4,25% e 4%, respectivamente, com a justificativa de convergir a meta inflacionária para índices com padrões internacionais e assegurar o crescimento do País. Mas afinal de contas, o que falta para o País voltar a crescer? Uma das respostas mais convincentes está no âmbito do consumo. Se hoje a falta dele é a principal causa de inflação baixa, é também motivo de preocupação quando se trata de produção, geração de emprego e renda. Um aumento do consumo poderia aumentar a confiança do empresário, que estaria mais disposto a contratar e distribuir renda. Outra questão é a poupança dos investidores, que aguardam uma definição do cenário para colocar capital no mercado. Essa reserva criada em períodos de inflação baixa, pode ser combustível para que isso aconteça e é justamente o que o governo espera que aconteça. É bom lembrar que ainda estamos pagando pelos excessos do passado, por isso o esforço em aprovar reformas que, de certa forma, aceleram o processo de recuperação econômica. Pelo menos é o que o ministro Henrique Meireles (Fazenda) acredita, até mesmo porque o papel do governo, de impulsionar o crescimento, fica falho com tanto deficit. 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Destaques