Série B do crescimento econômico

O desempenho da agricultura foi simplesmente sensacional. Tudo indica que o caminho seguido está adequado e se continuar assim os investimentos sairão

Após a crise de 2008, uma das maiores da historia mundial, a grande maioria dos países mostraram resultados positivos. No entanto, o ritmo de crescimento do Brasil é mais lento que nossos vizinhos Peru e Colômbia, permanecendo na frente apenas da Venezuela e Equador, de acordo com o Fundo Monetário Internacional. Vale lembrar que antes de 2008 o mundo vivia um período de acelerado crescimento, o Brasil crescia numa taxa de 6%, o que é muito bom, mas longe da média mundial de 8%, mostrando que apesar de tudo a ineficiência estava presente. Hoje amargamos as últimas posições dos rankings globais de crescimento e nossa população sofre com renda baixa e problemas de todas as ordens. Esse cenário catastrófico começou a ser construído em 2011, com descontrole da situação fiscal e crédito fácil para gerar fluxo econômico. Tais atitudes geraram inadimplência e falta de caixa aumentando a dívida pública e o nível de endividamento. Já em 2012 o Brasil sentiu o efeito, crescendo menos de 1%. O não aproveitamento do boom das commoditties foi outro equívoco do governo, que não teve capacidade de atender a demanda estimulada. A cautela de países como México, Colômbia e Chile, por exemplo, fez com que os mesmos não entrassem em recessão. O Brasil, ao contrário, mergulhou na dívida pública e manteve programas de benefícios de custos altíssimos e caráter duvidoso, comprovado pelas fraudes no bolsa família. Quando quiseram cortar, em 2016, na época com Joaquim Levy, já era tarde. Os anos de 2015 e 2016 foram os piores, queda de 3,8% e 3,5% e dois pontos graves que afetam a população: inflação e falta de emprego. Em 2017, contudo, a reação é tímida. Ajustes econômicos estão sendo feitos na medida do possível, e alguns dados já demonstram sinais de melhora. O destaque é para a inflação, que foi controlada, e o emprego pela primeira vez mostrou saldo positivo no mês de setembro. O consumo das famílias teve um crescimento estimulado pela liberação das contas inativas do FGTS e o desempenho da agricultura do primeiro semestre foi simplesmente sensacional. Tudo indica que o caminho seguido está adequado e, se continuar assim, os investimentos sairão do papel, favorecendo vários setores que ainda não reagiram, como construção civil, infraestrutura e a indústria. Assim como todo time que cai para a série B, o Brasil precisa de reajustes e boa gestão. Ainda é necessário muito trabalho para subir novamente à elite, e, caso cometa mais erros, permanecerá jogando na categoria de baixo. 

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