O esgotamento do assunto Previdência

O gasto com servidores públicos é semelhante ao dos contribuintes privados, só que estes correspondem a 28 milhões de pessoas, enquanto servidores púb

O mercado financeiro está ficando esgotado com a dúvida do governo sobre a votação da reforma da Previdência, ainda mais neste final de ano em que a Câmara dos Deputados trabalha mais lentamente do que o normal. Considerando que da proposta original já se tem bastante cortes, é visto que uma nova reforma será necessária nos próximos anos. A tentativa do governo é apostar no combate aos privilégios para que, até fevereiro de 2018, consiga que os deputados votem no texto encaminhado. De acordo com o Palácio do Planalto, são quase R$ 300 bilhões de rombo previsto para os próximos anos, e o gasto com servidores públicos é semelhante ao dos contribuintes privados, só que estes correspondem a 28 milhões de pessoas, enquanto servidores públicos apenas 2 milhões. Ou seja, poucos gastam mais do que muitos. O custo médio dos servidores dos Estados e da União chega a R$ 49 mil por pessoa. Portanto, a proposta prevê equivalência entre servidores públicos e contribuintes privados. Tudo indica que ficará para fevereiro, pois a saúde do atual presidente Michel Temer o impossibilitou de fazer reuniões e jantares de convencimento nas votações, o que acontecerá em janeiro. São necessários 308 votos para que o texto seja encaminhado ao Senado, e ainda não se tem certeza de que essa marca será atingida. Cabe ressaltar que o sistema podia ser totalmente diferente: hoje quem paga a Previdência sustenta quem já se aposentou e assim sucessivamente. Outro sistema poderia ser adotado: uma conta individual para cada contribuinte em que ele é o responsável pela sua própria contribuição. Mas isso é assunto para outro texto. Por fim, ao apagar das luzes a Câmara ainda votará o fundo eleitoral, e esse sim é de interesse dos políticos, pois há mais rigor para eles conseguirem financiamento de campanha. Vota-se no que interessa a eles, não o interesse da população! Até fevereiro, portanto, o mercado financeiro mira outros temas, como o cenário eleitoral, e movimentos externos, como o aumento da taxa de juros norte americana. 

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