Economia
Com o feriado de Páscoa, finda-se o primeiro trimestre de 2018. Momento de estabelecer novas metas e se preparar para o próximo período que deve ser como o mês de março: cheio de altos e baixos. O governo, há tempos, sinaliza sua política de queda de juro, acompanhada pela volta do incentivo ao crédito. Essa posição começa a se consolidar depois de quase três anos de crédito escasso. O que ainda atrapalha é a inadimplência que hoje atinge quase a metade da população, que não tem o crédito liberado devido ao nome sujo. Pelo mundo afora o cenário segue duvidoso. As restrições comerciais americanas balançam os mercados, principalmente a China que pode retaliar a medida e prejudicar ainda mais a situação. Por falar em China, ela e seus vizinhos asiáticos vêm sendo o destaque quando se fala em produtividade e crescimento. Por lá o trimestre encerrou com indicadores positivos e a China continua com crescimento acelerado. No ocidente, além dos problemas causados por Trump e suas medidas de restrição ao aço e alumínio, o Facebook resolveu incomodar o mercado, enfraquecendo as bolsas americanas, atingindo indiretamente Europa e América Latina. O motivo foi o uso de dados indevidos de mais de 50 milhões de usuários na campanha de Donald Trump. No Brasil, apesar de tudo indicar o caminho correto, alguns indicadores não melhoraram. O emprego ainda não deu sinais de progresso consistente e o consumo continua apático, com poucos setores mostrando recuperação estável. A tendência é que nada de concreto aconteça no campo das decisões, pois estamos encaminhando para as eleições de outubro havendo, portanto, muitos movimentos especulativos nos desdobramentos de pesquisas eleitorais e das próximas fases da Lava Jato. No curto prazo, o resultado da venda de chocolates deve surgir como parâmetro de consumo – de acordo com as filas e término dos estoques em alguns estabelecimentos, pode ser favorável. O que não deve acontecer no cenário político, com a prisão de amigos de Temer e a saída de Meirelles para disputar as eleições deste ano.





