colunista
Indicadores apontam a inflação controlada no Brasil. Mesmo que alguns produtos estejam com seus valores elevados, na média os preços estão constantes, até porque já estão tão altos que não tem mais como subi-los. E é essa constância que faz com que a inflação fique estável, pois as modificações, no que já está alto, são mínimas. O fato é que com esse “controle” o Banco Central pode continuar sua política de juros baixos e essa tendência pode se confirmar, caso as reformas saim do papel. A consequência dos juros baixos é positiva para o setor público, uma vez que reduz os gastos do governo com pagamento de juros e essa sobra pode atingir o setor privado, com o corte de impostos. Evidentemente que tal fenômeno ocorrerá a longo prazo se, apenas se, as reformas derem certo.
É possível também que o governo invente outra coisa para fazer com essa economia toda, e acabe não beneficiando a população. Vai saber! Que são capazes, são! Além desse fator, outro pode ser considerado a curto prazo: a redução da taxa de juros para a população. Isso já vem acontecendo de maneira tímida, pois a inadimplência ainda está alta, o que ocasiona um cálculo de risco alto para as instituições financeiras. Esse cenário é agravante perante as leis do País, que não punem devedores com a rigorosidade necessária, ou seja, deixar de pagar contas não lhe acontece nada, e isso impede que as instituições reduzam seu spread bancário. Sem garantias de punições severas para quem não paga conta, o jeito é negociar com juros altos, e deixar que os honestos paguem por aqueles que gostam de dar o calote.
Essa é parte da resposta para pergunta: se os juros (Selic) estão baixos, por que quando vou ao banco as taxas são elevadas? Claro que não é só isso, mas é um fator bastante considerável, pois mesmo com a taxa Selic em seu menor patamar histórico, nos bancos não se vê juros baixos. Já existem medidas sendo tomadas a respeito disso. Hoje sabe-se que pessoas com histórico de bom pagador possuem taxas mais baixas em algumas instituições, mas nada regulado. Sendo assim, um encaminhamento na questão de identificação de bons e maus pagadores, e um tratamento célere da justiça, ajudará nos benefícios para as pequenas e médias empresas e para o cidadão.
Robson Faria, consultor financeiro de administração em Francisco Beltrão e coordenador do curso de Administração de Empresas do Cesul.
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