A relação dos altos salários dos jogadores e a crise

Não faz sentido algum reclamar dos altos salários dos jogadores e culpá-los pelas dificuldades de nosso País, estado ou cidade, pois não há relação nenhuma.

Milionários são seguidos por toda parte. Assistimos na TV gente com fama que ostenta produtos valiosos, que vão de roupas até automóveis. Em nossa cidade isso também acontece e a grande maioria gostaria de levar a vida do grã-fino. Jogadores de futebol levam uma vida boa, mas nem todos. Segundo a própria CBF, mais de 80% dos jogadores ganham até R$1 mil de salário. Mas vamos focar aqui nos 20% que ganham muito bem. O sucesso financeiro dos jogadores que assistimos nos grandes clubes veio através de muito sacrifício. Em algum momento eles ocuparam a porcentagem dos que ganham menos. Se você comparar com vários milionários que tem por aí, os jogadores têm fontes lícitas da origem de seu patrimônio, o que não acontece com outras categorias, que, por vezes, não compreendemos como chegaram lá. Entretanto, independentemente do sacrifício pelo qual passou o atleta, a economia explica o fato dele ganhar uma quantia significativa. Basicamente, se tem alguém que paga, existe alguém que irá receber, ou seja, o valor do jogador está na utilidade dele para alguém, no caso, para o clube que ele atua. Diferentemente da teoria do valor trabalho, em que o valor de um bem ou serviço é dado pelo trabalho que o indivíduo empregou nele, na Teoria da Utilidade Marginal o valor de um bem ou serviço corresponde à utilidade e escassez do mesmo. Alguns meses atrás, vimos piadas com tomates e até montagens do Sílvio Santos distribuindo tomates no lugar das cédulas em seu programa. Isso aconteceu porque pouca gente plantou tomate e faltou o produto no mercado. Outra coisa que poderia ter acontecido seria uma pesquisa dizendo que tomate faz bem para a saúde, a procura ficaria tão alta que os preços reagiriam a essa informação. O espetáculo do futebol atrai patrocinadores, venda de camisas, ingressos para assistir ao jogo. Tudo isso gera um mercado de bilhões de reais que possibilita pagar altos salários. O futebol é como qualquer outro entretenimento, a exemplo de cantores famosos que ganham muito bem por cada show que fazem. Como fazer para ganharem menos? A única forma seria se ninguém mais assistisse futebol. Se isso acontecesse, não haveria motivos para patrocínios, exposição de marcas e direitos televisivos. É a velha lei da oferta e procura. Sendo assim, não faz sentido algum reclamar dos altos salários dos jogadores e culpá-los pelas dificuldades de nosso País, estado ou cidade, pois não há relação nenhuma. Caso você seja daqueles que não quer ver altos salários para essa categoria, comece a não assistir, não dar crédito para isso, e valorize o que você acha que vale a pena. Se mais gente fazer o mesmo, outra categoria, que você considera de maior relevância, poderá estar ganhando mais daqui algum tempo. Porém, não se esqueça que essa foi a chance de muitos mudarem de vida, de sua família, cidade e região. Amanhã pode acontecer com alguém próximo a você.

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