O limite da exploração

Nas empresas busca-se, com pesquisas, entender as preferências de clientes, a fim de oferecer um produto ou serviço que atenda aos requisitos de qualidade exigidos. Os resultados servem para uma tomada de decisão.

Ao realizar pesquisas de maneira geral, averiguações de toda natureza são pensadas e repensadas para não deixar escapar detalhes que podem ser cruciais para solucionar o problema encontrado. Nas empresas busca-se, com pesquisas, entender as preferências de clientes, a fim de oferecer um produto ou serviço que atenda aos requisitos de qualidade exigidos. Os resultados servem para uma tomada de decisão e aos ajustes necessários para que se venda mais, e a empresa seja rentável e, consequentemente, possa pagar funcionários, fornecedores e impostos para o governo, que, no final das contas, se reverterão em benefícios para todos. Em relação a este último, deveria ser assim, embora nem sempre seja. Essa lógica, de perguntar as preferências do consumidor e entender a vontade da maioria, não existe em regimes comunistas ditatoriais: a opinião que vale é a do ditador, pois ele “sabe” o que sua população precisa. Muitas vezes o governo toma atitudes sem consultar as preferências da maioria, como se todos fossem ignorantes em escolher o que é bom ou ruim para si próprios. De fato, alguns o são, porém, a grande maioria, no fundo, sabe o que vai lhe beneficiar ou causar dor. Certamente alguns, por preguiça, agem em consonância com objetivos dos ditadores, pois algumas migalhas são melhores para estes preguiçosos do que obter ferramentas que lhe possibilitaram um futuro melhor. Assim, em uma democracia incompleta, teremos aqueles que lutam pelo pão do dia a dia, e dividem com os demais, e aqueles que ficam apenas com as migalhas. O problema é quando os que lutam diariamente pelo seu ganho sentem-se explorados e procuram maneiras de não contribuir mais. Destes, uns até vão para o outro lado, e, vendo a incapacidade dos demais, deixam de produzir. Outros, por revolta, fecham empresas, não suportando mais sustentar tanta gente. Quando isso acontece, são considerados culpados, exploradores, que só atuam se as condições forem favoráveis para si próprios. São acusados de egoístas. A analogia é como as bactérias em nosso corpo. Até certo ponto nos ajudam, e mutuamente sobrevivem, mas, se exagerarem na dose de consumo, causam transtornos e levam à falência de algum órgão, causando colapso em todo sistema. É importante não deixar o sistema ir ao colapso. Sim, deve haver a partilha por parte dos empresários e empreendedores, retribuindo recursos extraídos do ambiente em que vivem, mas é preciso consciência para não interromper o sistema a ponto de levá-lo à falência ou ao colapso.

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