A expectativa desse aumento, além de trazer benefícios para o meio ambiente e o clima, ainda traz benefícios para o bolso.
Os últimos dias têm sido quentes em todo País. A capital do Paraná registrou a segunda temperatura mais alta da história, atingindo 34,9 graus celsius. A temperatura máxima já registrada foi de 35,2º, em 1985. Já no Rio de Janeiro os termômetros beiraram 42 graus, e sabe-se que a sensação térmica pode ser ainda maior. Com o clima nas alturas, o tema aquecimento global instiga as pessoas, que sofrem na pele tanto calor, exigindo urgência no tratamento da questão, principalmente no quesito poluição e desmatamento, que são mais noticiáveis do que outras variáveis que afetam o clima. Há tempos empresas vêm assumindo metas de diminuição de gás carbônico (CO²), bem como de utilização de energia renovável em sua produção, e é importante destacar que foi obtido um avanço significativo, com apoio de governos, no sentido de criação de normas e leis para o meio ambiente. Contudo, muito ainda deve ser feito, principalmente quanto à fiscalização e cumprimento de tais normas, que, independentemente da infraestrutura disposta para tais ações, devem contar com apoio de toda população, seja denunciando ou participando do processo como um todo. Uma forma que se destaca é prática de valorização de empresas socialmente responsáveis, ou seja, comprar e dar prioridade de negociação com empresas que se preocupam com o meio ambiente. Ao mexer no bolso, nas vendas e nos lucros, existe uma probabilidade maior de comprometimento por parte das empresas. Já existem indicadores que medem o retorno financeiro de empresas que adotam iniciativas de eficiência ambiental, e inclusive apontamentos de que ser responsável ambientalmente foi de grande responsabilidade para o sucesso de algumas empresas nos últimos anos, ou seja, valeu a pena o investimento. Assim, deve haver estímulo para ações sustentáveis por parte de governos, bem como o compartilhamento de ideias que possam impulsionar melhorias, haja vista que energias renováveis como hidroelétricas, eólicas, solar e biocombustíveis devem ser ampliadas nos próximos anos. A expectativa desse aumento, além de trazer benefícios para o meio ambiente e o clima, ainda traz benefícios para o bolso, com economia para o consumidor final. Nesse sentido, as maiores empresas do mundo já estão se comprometendo com a energia renovável e logo existirão frotas de veículos sem uso de energias não renováveis ou poluentes. Esse é um caminho sem volta, é preciso se adaptar. Quanto a nós, cabe fiscalizar, denunciar e valorizar empresas e governos que adotam atitudes sustentáveis, pressionando, até que a mudança ocorra por completo.




