O Sul cresceu 1% no último trimestre avaliado, repercutindo resultados de um comércio forte e uma inflação controlada. Foram nove entre dez atividades que obtiveram resultados positivos.
O Banco Central divulgou neste mês o Boletim Regional que apresenta a conjuntura econômica por regiões. Como o País possui dimensões continentais, essa análise contribui para avaliar as políticas implementadas e subsidiar empresários, investidores, acadêmicos e profissionais de diversas áreas sobre as características locais e a evolução da produção, vendas, emprego, comércio exterior, entre outros. Percebe-se uma evolução dos indicadores de atividade, conformada pela recuperação gradativa da economia, mas com oscilações entre regiões. Um exemplo é o norte do País, que ao final de 2018 teve um desempenho positivo do comércio e aumentou o Índice de Atividade Econômica em 1%, em relação ao trimestre encerrado em agosto. Já o Nordeste obteve um desempenho mais acomodado, sendo atingido de forma mais intensa pelas paralisações do transporte rodoviário de cargas, situando abaixo da média nacional. Diferentemente do Centro-Oeste, que acelerou depois de uma acomodação acumulada pela queda da safra no primeiro semestre. A melhora, portanto, refletiu no desempenho da construção civil, o que fez a região obter um IBCR de 1,4%, o maior entre regiões. O Sudeste, que vinha de um crescimento expressivo em trimestres anteriores, acalmou-se, refletindo o esmorecimento da atividade industrial entre outubro e novembro de 2018, mas com previsão de retomada pelo consumo das famílias e recuperação da confiança, além da possibilidade de aumento do crédito. O Sul cresceu 1% no último trimestre avaliado, repercutindo resultados de um comércio forte e uma inflação controlada. Foram nove entre dez atividades que obtiveram resultados positivos, com destaque para o setor de automóveis, que vem sofrendo nacionalmente e, no Sul, dá sinal de melhoras incrementais de 12,2%. A região Sul teve bom rendimento na criação de postos de trabalho, e no mercado de crédito foram criados 68,8 mil postos no trimestre avaliado (42,2 mil no mesmo período do ano passado) e o crédito teve um acréscimo de 2,7%, acumulando 7,6% em doze meses, impulsionado pelos financiamentos rurais. Os gaúchos tiveram grande responsabilidade no crescimento do Índice de Atividade Regional, com crescimento de 1,5%, enquanto o Paraná recuou 1,2%, devido ao decréscimo da safra de 2018 em relação a 2017. O reflexo das regiões no cenário nacional foi significativo, em especial o Centro-Oeste, seguido de Norte e Sul, sendo que as regiões Norte e Sudeste, que obtiveram bons resultados na medição anterior, terminaram novembro com recuos significativos, mas com previsões de expansão expressiva, o que vale para todas as regiões.




