Períodos de expansão ocorrem quando os investimentos crescem, salários e renda idem, bem como preços de produtos e serviços, além da euforia da população.
Ciclos econômicos ocorrem em determinados países em períodos diferentes entre si. Períodos de expansão ocorrem quando os investimentos crescem, salários e renda idem, bem como preços de produtos e serviços, além da euforia da população e otimismo dos empresários. Conhecida como boom econômico, essa fase tende a terminar com uma crise, seguida por um período de recessão, em que os investimentos caem consideravelmente, empresas fecham as portas, salário e emprego decaem e as pessoas ficam pessimistas em relação às perspectivas econômicas. Um dos exemplos mais citados é a crise de 1929, que ocorreu depois de um grande período de expansão e resultou na grande depressão na década de 1930, algo que ocorreu recentemente nos anos 2000 e 2008, com a crise da internet e no mercado de crédito imobiliário, respectivamente. Essa lógica de mercado segue determinados padrões e vem sendo estudada ao longo dos anos. Uma tentativa de amenizar efeitos de crises e depressões econômicas é a intervenção do governo, visando regular as atividades econômicas e impedir falhas na busca de estabilidade. Acontece que nem sempre essa intervenção é benéfica e existe confusão no momento de aplicar determinadas indicações intervencionistas. É preciso entender que os preços se alteram normalmente para se adaptar às preferências dos consumidores. Novas tecnologias surgem, produtos esgotados nas prateleiras devido a uma estação climática são exemplos, entre tantas outras variações que podem ocorrer. Tentar impedir esse movimento altera o fluxo normal das coisas, que cedo ou tarde vem à tona, demandando mais esforço da população, que fica penalizada por distorções da realidade, ou seja, o que pode parecer bom agora, lá na frente a conta chega. Caso ocorra queda de produção em determinada indústria e diminuição de lucros, este capital migra para setores mais rentáveis. O que acontece é que não sabemos de antemão quais são esses setores e nem qual proporção da riqueza se distribuirá para cada um, mas é possível estabelecer previsões e criar cenários, cada vez mais assertivos com aparatos tecnológicos que vêm surgindo. Neste sentido, cabem ao governo intervenções objetivas, como investimento em infraestrutura em momentos de recessão, abertura de crédito em momento oportuno, visando estimular a demanda, regular o mercado de forma a impedir anomalias, como falta de lastro e corrupção dos agentes do mercado financeiro, entre outras. Sendo assim, o governo deve intervir em situações macroeconômicas, mas é preciso ter cuidado para não interferir no preço de um produto, pois este deve estar se reajustando, o que aumenta a venda de outro, que deve estar precisando muito, além de retornar ao valor de costume quando a produção voltar a valer a pena. Não é bom que todo mundo plante somente milho, ou somente soja.




