A empresa está envolvida em um dos maiores casos de corrupção da história do País, sendo caracterizada como arcabouço de esquemas e falcatruas para agentes mal-intencionados.
Aumentar ou diminuir os preços de qualquer produto autoritariamente tende a distorcer a realidade do mercado. No caso da Petrobrás, isso acontece de longa data, basicamente desde a sua criação. Sendo assim, as intervenções recentes no preço do diesel não devem ser nenhum espanto. Para os investidores, que alarmaram como negativa a intervenção, os mesmos deveriam saber que investem em uma empresa de controle estatal e que isso irá acontecer. Não há como defender o livre mercado quando se investe em uma estatal. A Petrobrás vem dando retornos significativos para seus investidores, inclusive ao governo, porém, às vezes o outro lado deve ser levado em conta, oras, a Petrobrás é do povo ou dos investidores? Nesse contexto está a questão da privatização, ou seja, enquanto a Petrobrás for do governo, deve atender os anseios da população e das comunidades diretamente afetadas pelos seus produtos, e os investidores devem entender isso, ou que migrem seus investimentos para empresas sem controle estatal. Mas por que não migram? Porque a Petrobrás tem se saído como um bom investimento, basta ver os recordes de lucros anunciados nos relatórios, além da variação do preço das ações, oferece oportunidades de ganhos para aqueles mais entendidos no mercado financeiro. E quando existe prejuízo? Bom nesse caso os investidores caem fora e o governo, ou seja, o contribuinte arca com tudo. Mas o pior de tudo são os preços altos dos combustíveis. Se formos pensar em população, a intervenção deveria ser ainda maior, pois sabe-se que nossos vizinhos pagam menos nos combustíveis. Somado a isso, a empresa está envolvida em um dos maiores casos de corrupção da história do País, sendo caracterizada como arcabouço de esquemas e falcatruas para agentes mal-intencionados. Levando em conta o caso da Embraer, que é uma empresa altamente competitiva e eficaz, controlada pelo governo, mas com indicadores monitorados de performance, não seria necessário privatizar a Petrobrás, bastaria copiar o modelo já adotado na estatal de sucesso. Privatizar a Petrobrás não seria a solução ideal, mas tendo em vista todos os problemas existentes, talvez a experiencia de um concorrente mais eficiente, com preços mais baixos poderia forçar a empresa a obter custos mais baixos.





