Não escreva, carimbe ou molhe sua nota de papel. E se você possui moedas pelas gavetas, cofrinhos ou qualquer outro lugar, faça-as circularem, você estará fazendo bem para a economia.
Parece cada vez mais difícil conseguir troco no Brasil. Quando os valores dos produtos são quebrados e você paga com uma nota de R$ 50, por exemplo, já vem cara feia do atendente de caixa; ao contrário, a cara feia pode ser a sua ao receber balas ou chicletes que não queria. Certamente, o uso dos cartões (de débito ou de crédito) ajuda com esse problema, mas ainda temos muitas transações realizadas com moedas, como em feiras e comércios ao ar livre. Essa falta de moeda é um “prego no sapato” desses comerciantes que fazem de tudo para tê-las em mãos. A falta acontece por vários motivos, entre eles, os famosos cofrinhos, muito utilizados para as crianças guardarem uns trocados, mas que são deixados lá por anos. Existe uma quantidade enorme de moedas engavetadas, esquecidas num canto e que poderiam estar circulando nos pontos comerciais do território nacional. Também existem as moedas atiradas em rios e fontes e, acredite, elas fazem falta nas transações do cotidiano. Ainda não vi nenhuma campanha do governo incentivando as pessoas a gastarem suas moedas, ou a não atirarem-nas em fontes das praças de cidades, mas creio que uma sensibilização deveria ser feita. Sem contar aqueles que vivem perdendo suas moedas, deixando-as cair em calçadas, valas e lugares impossíveis de encontrar. O que muitos não sabem é que, para fabricar moedas novas, existe um custo, e não é barato. Como é feita de metal, o custo é maior do que quando o dinheiro é feito de papel, e é justamente por isso que o governo produz mais papel-moeda do que moeda de metal. O custo de produzir dinheiro, seja de papel ou de metal, é um gasto para os cofres públicos, por isso devemos cuidar bem desse material. Mas a falta de troco e, consequentemente, de notas de papel em circulação tem a ajuda dos juros brasileiros. Definitivamente, não é nenhuma vantagem ficar com valores em mãos, pois a inflação corrói esse dinheiro dia após dia. Assim, as pessoas correm para os depósitos bancários, buscando aplicações que as protejam da inflação. Esse fenômeno não acontece em países que possuem inflação baixa e que tenham segurança para sua população. Portanto, se você tem papel moeda em mãos, cuide bem dele, pois saiba que ele tem custos, e esses custos são pagos por todos nós. Não escreva, carimbe ou molhe sua nota de papel. E se você possui moedas pelas gavetas, cofrinhos ou qualquer outro lugar, faça-as circularem, você estará fazendo bem para a economia.





