Na guerra de preços, quem ganha é o cosumidor

Quem critica o capitalismo não entendeu seu funcionamento e culpa esse sistema pelas mazelas existentes, que não deixariam de existir em outro sistema.

Quando o Uber e demais aplicativos de transporte entraram em guerra contra os cartéis de táxi mundo afora, o Estado tentou intervir, seja nos municípios, por meio das câmaras de vereadores, ou no Congresso, pressionando pela extinção dessas empresas. Contudo, o clamor popular falou mais alto, a possibilidade de pagar menos e a chance daqueles que se locomovem todos os dias de obter transporte de maneira rápida e de fácil acesso imperou nas decisões. Além de que, no auge da crise, esse tipo de serviço foi a renda de muitas pessoas que precisavam de trabalho. Enquanto as emissoras de TV estavam preocupadas com a TV a cabo, surge a Netflix, concorrente substituta, que permitiu às pessoas acessarem filmes e séries, quando e onde bem entendessem, também a um preço acessível. Nesses dois casos, quem mais saiu ganhando foi o consumidor. Essa é a essência do livre mercado, em que não há empresas prediletas do governo, as condições são iguais para todos e ninguém é impedido de empreender ou aplicar uma nova ideia de negócio que facilite a vida das pessoas. Pelo capitalismo, aquele que atende melhor as expectativas de seu cliente, tanto no preço quanto na qualidade, tem êxito. Não deve haver outras variáveis que beneficiem esse ou aquele negócio, e quanto mais satisfeito estiverem os consumidores, maior fatia do mercado se atinge. De maneira mais clara, o capitalismo beneficia o consumidor. Essa guerra de preço é visível entre lojas de departamentos ou em hotéis em lugares turísticos e com diversas atividades com livre concorrência — e nesses casos o único beneficiado foi o consumidor. Consequentemente, os empresários precisam ter lucro, e, nessa condição, faz parte da estratégia de qualquer empresa vender para cada vez mais pessoas. Se o apelo do produto ou serviço é por qualidade, todos tenderão a ter a maior qualidade possível, o que não acontece num monopólio, pois essa empresa sabe que é a única fornecedora existente. Muitos monopólios são impostos pelos governos, assim como oligopólios em que as empresas fazem de conta que estão competindo, quando na verdade já possuem suas fatias de mercado pré-definidas. Dessa forma, quem critica o capitalismo não entendeu seu funcionamento e culpa esse sistema pelas mazelas existentes, que não deixariam de existir em outro sistema onde, pelo contrário, são acentuadas. Ter mais opções de escolha é muito bom para o consumidor, e para as empresas cabe atender a demanda do consumidor da melhor forma possível, pois no final das contas é o cliente que mantém a empresa.

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