FaceApp: isca perfeita ou alarme falso?

E mesmo com o fortalecimento das principais plataformas digitais com relação à segurança de seus usuários, os gênios do mal sempre dão um jeito de surpreender.

O mundo já não é mais o mesmo. Os riscos que corremos também não. Atualmente, perigos inimagináveis até então podem estar – literalmente – na palma da nossa mão. Nas últimas semanas uma febre tomou conta. Um aplicativo “bobinho” chamado FaceApp oferecia alguns instantes de diversão de forma inocente, brincando com nossas fotos, envelhecendo e rejuvenescendo nossos amigos, além de uma série de outros efeitos. Meu Deus! O que tem de mal nisso? Parece coisinha de criança. Parece… Mas será que nem a inocência mais pura está livre do universo obscuro da internet? Em muitos momentos já escrevi sobre a utilização de dados pessoais de usuários das redes sociais obtidos de forma ilegal e, principalmente, imoral. O contexto pode mudar, o formato também. Mas a intenção – ou melhor, as segundas intenções – é sempre a mesma. E mesmo com o fortalecimento das principais plataformas digitais com relação à segurança de seus usuários, os gênios do mal sempre dão um jeito de surpreender. A “brincadeirinha boba” do FaceApp começou a ser vislumbrada como a isca da vez. Na medida em que atualizavam seus recursos, mais atrativa ficava sua divulgação e intensa a sua popularidade. Quando tudo aconteceu, o alarme soou. Por quê? Por conta, justamente, do País desenvolvedor do app: a Rússia, sempre ela. Sempre que falamos sobre os polêmicos casos de roubo de dados, como o clássico escândalo da Cambrige Analytica na campanha presidencial de Trump, percebemos que o acesso inicial a esses usuários é sempre através da atração por meio de aplicações integradas ao Facebook, por exemplo, como aqueles joguinhos em que todos participam após aceitar os termos de uso sem ler nem uma linha. E que atire a primeira pedra quem não faz isso! Agora, o caso do FaceApp chamou a atenção mundial pelo fato de ter se espalhado instantaneamente, inclusive sendo utilizada por personalidades importantes em todo o mundo. O alarme soou mais forte. Até agora, apesar das investigações abertas — inclusive pelo FBI —, nada de mal foi constatado em relação ao FaceApp. Talvez, daqui algum tempo descobriremos se nossos dados realmente foram parar em algum lugar e se foram utilizados para algum fim. Enquanto isso, o mundo digital se reinventa a cada segundo. Nos últimos dias, foram divulgadas notícias de que está sendo oferecida na internet uma suposta versão completa do aplicativo, com todos os recursos liberados gratuitamente. Para isso, sites maliciosos exigem que o usuário preencha um formulário e visualize anúncios de outras plataformas antes de ter acesso ao download. No fim das contas, a versão oferecida é exatamente igual a da loja oficial. Enquanto isso, os dados do formulário já foram fornecidos sabe-se lá para quem! Maneiras de se enganar não faltam… e nunca estivemos tão perto dos golpes mais eficientes que podemos imaginar.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Destaques