Brasil e OCDE: entenda essa relação

A credibilidade que será dada ao Brasil ao entrar na OCDE eleva o País a outros patamares, com facilidade de negociar, diminuição de risco e acesso a créditos mais baratos.

Apesar de os Estados Unidos, na figura do presidente Trump, endossarem, informalmente, a entrada no Brasil como membro da Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), ainda não foi estipulado um prazo. Cabe lembrar que a OCDE é composta por 36 países, estados-membro, que decidem em conjunto, portanto, não depende apenas dos Estados Unidos. O presidente brasileiro disse que o compromisso não era formal, já que o País norte-americano apoiou, na última reunião do bloco, a entrada dos vizinhos argentinos e dos romenos no bloco. A principal alegação é de ordem cronológica, uma vez que esses países fizeram pedidos antes do Brasil. O grande problema é que o Brasil fez algumas concessões aos EUA, e isso vem causando indignação por parte dos envolvidos. A principal foi em relação ao etanol, ao aumentar o limite de importações, beneficiando os produtores norte-americanos. Ainda, cedeu a base de Alcântara e o fim da exigência de visto aos americanos. Mas afinal, qual a vantagem de entrar na OCDE? São diversas, porém para serem concretizadas deve haver negociação, a principal é um selo de qualidade, o qual permite ter acesso a essas negociações, ou seja, fora desse time o Brasil não tem protagonismo. A credibilidade que será dada ao Brasil ao entrar na OCDE eleva o País a outros patamares, com facilidade de negociar, diminuição de risco e acesso a créditos mais baratos. Claro que para isso o País deve dar a contrapartida, tendo uma gestão mais eficaz e transparente, compromissos regulatórios e proteção ao meio ambiente. Entrar na OCDE é tão importante nesse momento, pois o Brasil pode passar por reformas nunca vistas, além de potencializar toda produção e receber tecnologias para melhorar a vida das pessoas. Certamente houve frustação pela não indicação nas últimas tratativas, mas não é nenhum espanto, pois este processo não é tão simples como parece. Mesmo com o aval norte-americano, é necessária uma checagem detalhada dos requisitos de aceite, o que me parece que o Brasil ainda não atente parte delas, ou seja, mesmo que Donald Trump queira nossa entrada, precisamos fazer o dever de casa.

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