Estudantes de Pato Branco apostam em estágios para a preparação profissional

 Cada vez mais os estudantes de Pato Branco vêm buscando estágios em empresas e instituições para o desenvolvimento da carreira profissional através do contato no dia a dia com o mercado de trabalho e a profissão escolhida. 

O Centro de Integração Nacional de Estágios para Estudantes (Ceinee) atua na área de estágios há dez anos. Laertes de Lima Moraes, diretor comercial do Ceinee, diz já ter colocado nas empresas aproximadamente 15 mil estagiários. “A procura de todos os interessados, tanto empresas quanto estagiários, vem aumentando”, ressalta Laertes. De acordo com dados da empresa, mensalmente a oferta de estágios varia entre 50 a 100 vagas, das quais aproximadamente 70% são fechadas. 

Marijone Bosco, coordenadora do Centro de Integração Empresa – Escola do Paraná (Ciee), diz que no local aproximadamente três estudantes realizam cadastro diariamente. Por semana são ofertadas, em média, dez vagas de estágio. Segundo Marijone, grande parte é para a área administrativa.  

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Atualmente, o maior empregador na área de estágios em Pato Branco é a Prefeitura.  Conforme o setor de Recursos Humanos, hoje a administração municipal conta com 416 estagiários em seus quadros de serviços nas mais variadas áreas.

Teoria x Prática  
A estudante Elizandra Aver, que está no 8º período do curso de Arquitetura e Urbanismo, participou do estágio obrigatório de seu curso no Escritório Modelo de Arquitetura (EMA), da Faculdade Mater Dei, e também realiza estágio fora da instituição. Ela diz ter sentido muita diferença entre a teoria vista na academia e a prática no estágio. “Em nosso curso, vemos mais a parte teórica e no estágio tivemos o contato direto com os clientes e fomos até a obra para fazer as medições. Na faculdade te passam o terreno e o programa de necessidades e fazemos o projeto como achamos melhor. No estágio, pegamos a estrutura da Apae já existente e tivemos o desafio de melhorar a acessibilidade”, diz a futura arquiteta. 

Paola Alves, estudante do primeiro ano do curso de Pedagogia, ressalta que a experiência ganha no estágio tem melhorado sua compreensão do conteúdo teórico ofertado no curso. “Eu optei por já iniciar o estágio no primeiro ano porque é algo que eu gosto de fazer e para poder aliar a teoria à prática com as crianças. Tenho preferência em trabalhar com crianças pequenas e o estágio oferecido pela Prefeitura me dá esta oportunidade de trabalhar com a educação infantil. As primeiras matérias da minha faculdade foram justamente com foco na Educação Infantil e prática pedagógica, então eu estou podendo vivenciar o que eu vejo nos meus livros. Eu vejo que eu estou tendo mais facilidade em algumas matérias do que minhas colegas que não fazem estágio”, comenta.  

Para a coordenadora da CMEI Toca do Coelho, Naira Marisa Topázio, que conta com 14 estagiárias, a oportunidade de preparação das estudantes e o trabalho desenvolvido por elas é considerado excelente. “Aqui elas têm a oportunidade de saber como funciona o dia a dia enquanto estudam e se preparam para a formação profissional. As meninas vêm com uma bagagem muito boa de conhecimentos e trabalham com muita disposição e carinho. E a educação infantil precisa muito disso”, ressalta.  

Direitos dos estagiários são fiscalizados pelo MPT
Regidos pela Lei 11.788/2008, os contratos de estágio asseguram alguns direitos aos estudantes. Segundo informações repassadas pela procuradora do Ministério Público do Trabalho, Priscila Schvarcz, a jornada de trabalho dos estudantes do ensino superior, da educação profissional de nível médio e do ensino médio regular deve ter carga horária de, no máximo, 6 horas diárias e 30 horas semanais. 

Sem direito a férias remuneradas, os estagiários têm assegurado um recesso de 30 dias quando completado um ano de serviço ou, nos casos em que a duração do estágio seja inferior a este período, o recesso é proporcional. 

A procuradora explica também que a remuneração dos estágios pode variar. Em caso de estágio obrigatório – inserido em grade curricular de cursos -, é facultado o pagamento de bolsa ou outra forma de contraprestação. Já nos casos de estágio não obrigatório é necessário o pagamento de bolsa ou outra forma de contraprestação, sendo obrigatória a concessão de vale-transporte. Além disso, em ambos os casos é obrigatória a contratação de seguro contra acidentes pessoais em benefício do estagiário.

Priscila comenta que o MPT tem atuado de forma ativa na fiscalização dos estágios em toda a região solicitando a correção das irregularidades encontradas.

 

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