Quem imaginava que viveríamos para ver idosos, que há pouco tempo atrás se limitavam ao radinho de pilha, agora totalmente integrados aos smartphones?
A coluna desta semana é dedicada àquela que, desde a primeira publicação, teve o carinho de esperar chegar a quinta-feira para ler, recortar e guardar todos os textos em uma pastinha de plástico, sempre com a maior dedicação do mundo. Vó Leda, a saudade será gigante, mas seu exemplo é inspiração e incentivo. Também é por você que continuarei escrevendo por aqui. Muito obrigado por tudo.
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Ao contrário do que muita gente teimou em dizer durante um longo tempo, a tecnologia foi e está sendo capaz, sim, de mudar o dia a dia das pessoas — até mesmo os hábitos mais simples. E, por outro lado, levando em consideração o que os estudiosos da inovação previam desde as décadas passadas, a sociedade está se acostumando a consumir conteúdo de uma forma totalmente inédita — e irreversível.
Quem imaginava que viveríamos para ver idosos, que há pouco tempo atrás se limitavam ao radinho de pilha, agora totalmente integrados aos smartphones, conversando com a família através de mensagens de texto, áudio, chamadas de vídeo (ou até o joguinho de baralho virtual)? E não para por aí. No mercado de consumo de marcas e seus conteúdos as mudanças também foram — e ainda estão sendo — avassaladoras. A forma de investir na geração de programação e, consequentemente, em formatos de mídia andou agitando a publicidade mundial e sua arrecadação. Por exemplo: quando emissoras tradicionais, como a própria Rede Globo, começaram a perceber que, por incrível que pareça, estavam realmente começando a perder espaço para a Netflix, tomaram a decisão instantânea de lançar, por exemplo, a plataforma “Globo Play”, um espaço on-line para disponibilizar tanto a programação ao vivo da emissora quanto séries exclusivas, conteúdos antigos e até mesmo atrações importadas de outros países e outras emissoras. Vários outros grupos de comunicação, da TV aberta e fechada, também já estão seguindo o mesmo caminho. O grande segredo desse novo universo é o que se costuma chamar de “on demand” — ou, na tradução, “sob demanda”. Nada mais é do que a simples liberdade de poder escolher o que se quer ver no momento que se quer ver, não ficando refém dos horários da programação das emissoras tradicionais. Sim, teoricamente não podemos dizer que isso é a maior novidade do mundo, afinal, no início dos anos 2000, algumas TV’s por assinatura já disponibilizavam a possibilidade de comprar filmes avulsos, mas tudo por um preço estrondoso, fora da realidade da grande maioria das pessoas. Hoje, em alguns casos, por menos de R$ 30 mensais já é possível ter acesso a tudo isso. As marcas do mercado obviamente também se adaptaram a essa nova realidade, investindo em ações e campanhas exclusivas para esse tipo de plataforma, muitas vezes realizando uma fusão entre mídias on-line e off-line, mas sempre valorizando o conteúdo oferecido — que hoje em dia é criado exclusivamente para streaming. Pois é, a nova era chegou!





