Mesmo que as parcelas se encaixem no orçamento, devemos nos perguntar se existe a possibilidade de guardar o valor para comprar mais tarde, ou seja, posso prorrogar por alguns meses meu sonho?
Ter que fazer um financiamento nem sempre é uma decisão fácil, principalmente quando essa atitude envolve valores altos. Exemplos típicos são a compra da casa própria, um automóvel ou um empreendimento. Sendo assim, é preciso muita análise. Para a maioria da população, não é uma realidade adquirir esses sonhos à vista, sendo a maneira mais comum financiar, tornando, assim, os sonhos mais próximos. A primeira pergunta é sempre a mesma: será que cabe no orçamento? Mas essa simples pergunta não deve ser a única. Mesmo que as parcelas se encaixem no orçamento, devemos nos perguntar se existe a possibilidade de guardar o valor para comprar mais tarde, ou seja, posso prorrogar por alguns meses meu sonho? Se sim, é importante que você se esforce para isso, pois, mesmo que não consiga comprar à vista, terá uma boa entrada, o que diminui, e muito, o valor das prestações. Cabe lembrar que quando você financia algo, está usando o dinheiro dos outros, e terá que devolver a quantia emprestada acrescida de juros. Partindo disso, é lógico entender que quanto menos dinheiro você empresta, menos juros terá que pagar. Pense que você deseja adquirir um carro no valor de $ 40.000 e financie esse valor em 36 meses, a uma taxa de juros de 2% ao mês, tendo que pagar $ 1.569,31 por mês. O carro vai sair quase $ 16 mil mais caro, apenas com juros. Agora suponha que você junte a metade do valor do automóvel e financie a outra metade, $ 20 mil. Nesse caso, com a mesma taxa de 2% ao mês, a parcela ficaria $ 784,66, bem melhor, não é? O carro sairia apenas $ 8 mil mais caro, aproximadamente. Perceba que com a diferença nas parcelas, irá lhe sobrar um valor para casos de manutenção, abastecimento, ou qualquer outro imprevisto que gere despesas com o carro. Além de você ter um benefício financeiro enorme com a entrada, você pode ter um benefício emocional, ou seja, se tivesse assumido parcelas altas e não der conta de quitá-las, teria que devolver o bem, perdendo tudo que pagou e ficando sem o sonhado carro. Ademais, ao adquirirmos esse tipo de produto, no início, quando tudo é novidade, achamos justo o gasto alto, bem como as parcelas altas. Mas com o passar do tempo essa sensação desaparece, e aquele carro que você achava o máximo, já não é tanto assim, vai ficando velho, e novos modelos surgem, causando em você uma frustração por estar pagando tanto em algo que, digamos, já saiu de moda. Por isso, pense bem nas suas compras, considere todos os custos envolvidos nas transações, lembrando que nas simulações acima foram desconsideradas taxas bancárias e de administração, e, por fim, junte o máximo que puder para depois ir às compras.




