Com todas essas mudanças bruscas, as empresas devem se readaptar e se preparar para o que há de vir, levando em conta o aprendizado de que tudo é cíclico e boa gestão é essencial nesses casos.
A economia compartilhada envolve atividades de valores de uso comum, como alguns produtos, espaços e instrumentos utilizados por diversas pessoas, normalmente intermediada por uma plataforma na internet. Em Curitiba, quando de passagem, é comum a utilização de um hostel para quem quer descansar com valor mais acessível. Muitas cidades do mundo também possuem esse tipo de hospedagem compartilhada, que além de serem práticas, proporcionam uma economia significativa para estudantes e viajantes, como mochileiros e turistas. O aplicativo Uber numa de suas últimas atualizações de 2019, possibilitava a escolha da funcionalidade “uber juntos” em que o passageiro optava e pagava bem menos, porém no seu trajeto, deveria compartilhar a corrida com possíveis passageiros apanhados no mesmo caminho. Modelos assim, estavam cada vez mais comuns nas empresas, sejam elas pequenas, médias ou grandes. Entre as vantagens, a principal é a redução de custos, mas a produtividade e o aumento do alcance do produto também são bons motivos para o compartilhamento. No entanto, com a pandemia, essa cultura de compartilhamento foi colocada em xeque. O distanciamento faz com que as pessoas evitem compartilhar instrumentos, produtos e serviços como aplicativos de carona, por exemplo. Mesmo com todos os cuidados e alternativas de segurança para os usuários, muitas pessoas continuam precavidas e evitando esse tipo de contato. Um levantamento do Grupo Zap indicou que durante a crise a busca por casas disparou 390% enquanto a de apartamentos foi de apenas 21%, além disso, os imóveis procurados são mais distantes das cidades. A pergunta que fica é se esse comportamento vai durar após a pandemia e por quanto tempo? Será o fim da economia compartilhada? Ou ela voltará com tudo depois da pandemia? Existem indicativos de que na Europa alguns aplicativos de compartilhamento já observam um avanço, mesmo assim não é algo consistente. Por outro lado, a busca pelo modelo compartilhado pode aumentar com a crise, pois as pessoas irão procurar gastar menos no pós-pandemia, fazendo com que a procura por esse tipo de serviço aumente espontaneamente. Assim, tem-se a impressão de que as coisas retroagiram. Até pouco tempo era comum pessoas que queriam se livrar dos seus carros, e de todo custo que ele carrega (impostos, manutenção, depreciação). Isso era uma realidade por causa da facilidade dos aplicativos de caronas e melhorias significativas no transporte público, em alguns centros. Agora essa posição vem sendo revista e muitos concordam em possuir um carro. O estilo das casas e apartamentos também mudou, a preferência é por casas mais distantes e apartamentos mais espaçosos, diferente dos mais vendidos ano passado, com um quarto, fáceis de limpar e com estilo de vida minimalista. Com todas essas mudanças bruscas, as empresas devem se readaptar e se preparar para o que há de vir, levando em conta o aprendizado de que tudo é cíclico e boa gestão é essencial nesses casos.




