A preocupação de que os bancos irão sofrer com a perda das taxas cobradas é amenizada com a redução do custo operacional destas instituições, bem como a disponibilidade de fluxos mais dinâmicos.
Os meios de pagamento no Brasil foram ampliados com a vinda do Pix, um sistema instantâneo de pagamentos entre pessoas, empresas e governo. O nome não é nenhuma sigla, mas remete ao conceito de pixel: menor elemento num dispositivo de exibição como, por exemplo, a tela do seu computador. A ideia é passar simplicidade, fazendo com que uma transação financeira seja tão simples quanto um bate papo na rede social. O Banco Central liberou, neste mês, o acesso às chaves que permitem recebimentos na instituição financeira a qual você possui vínculo, que hoje deve possuir as opções de cartões de débito e de crédito, boletos e transferências DOC e TED. A diferença dessa nova forma de pagamento, das anteriores, são o baixo custo e a agilidade, uma vez que estas transações podem ser feitas 24 horas por dia. Antes, o DOC e o TED só operavam em horário comercial, com cobranças que variam aproximadamente entre R$ 8 a R$ 12. A rapidez é o grande benefício, isso porque basta informar a chave para a operação ocorrer. Antes pedia-se uma variedade de documentos, como número da agência, conta, CPF, entre outros. No Pix existem quatro tipos de chaves: CPF ou CNPJ; e-mail, número de celular ou uma chave aleatória. A preocupação de que os bancos irão sofrer com a perda das taxas cobradas é amenizada com a redução do custo operacional destas instituições, bem como a disponibilidade de fluxos mais dinâmicos. Contudo, a vantagem maior é para o consumidor, ou seja, a concorrência entre instituições, que trará melhor atendimento. Até a metade do mês já foram geradas 33,7 milhões de chaves Pix, sendo que a liderança fica por conta das fintechs, como Nubank e PagSeguro. Entretanto, espera-se uma reação dos grandes bancos, pois essa corrida vai até 16 de novembro, data que o serviço estará valendo em todo território nacional. Ainda existe certa insegurança em relação a essa nova ferramenta, e uma delas é em relação à fraude, pois a utilização de dados dos usuários por plataformas falsas é um desafio de segurança. Embora isso seja uma preocupação, o sistema de controle é o mesmo usado nos DOCs e TEDs, que apresentam baixa taxa de problemas dessa natureza.




