Não apenas no Brasil. Antes mesmos das urnas serem abertas por aqui, as eleições americanas já haviam definido pela ponderação ao radicalismo. E depois, nos municípios brasileiros, as coisas seguiram no mesmo ritmo.
Voltei! Depois de algumas boas semanas distante destas linhas, retorno hoje às páginas do nosso querido Jornal de Beltrão.
Dias rápidos e intensos, trabalhando na comunicação das tão esperadas campanhas eleitorais de 2020, que finalmente aconteceram e já foram concluídas.
Volto hoje para, acima de tudo, dizer que as previsões se concretizaram.
Sim, digo isso com todo o alívio do mundo, pelos mais diversos motivos, mas principalmente porque as previsões poderiam furar, mas não foi isso que aconteceu.
Talvez alguns de vocês ainda se lembrem que meses atrás escrevi e falei, em diversos momentos e lugares, que 2020 seria o ano da ponderação na política.
Afinal, cada eleição acontece num momento diferente, que por sua vez é envolvido por um contexto específico.
Como um dos maiores exemplos, sempre citei a eleição mais recente até então – a de 2018 –, ano em que o militarismo (e seus derivados) ganhou muita força e elegeu candidatos que jamais teriam chance em outros momentos.
A onda foi arrasadora, todos que tivessem algum tipo de ligação com esse meio já estavam automaticamente eleitos.
E é aí que vinha aquela pergunta: “mas então, em 2020, qual vai ser?”. A resposta sempre foi muito clara e direta: será o ano da ponderação.
Bom, pelo menos as projeções diziam isso. E hoje digo, com convicção, que os fatos mostram que foi o que realmente aconteceu. Inclusive, não apenas no Brasil.
Antes mesmo das urnas serem abertas por aqui, as eleições americanas já haviam definido pela ponderação ao radicalismo.
E depois, nos municípios brasileiros, as coisas seguiram no mesmo ritmo. Prova disso é que tanto os partidos da esquerda como os de direita (representados, sem dúvida, pelos apoios do presidente Bolsonaro) não obtiveram resultados muito satisfatórios neste pleito, com grandes derrotas em alguns casos.
O PT, por exemplo, já estava em queda livre há alguns anos – portanto, em 2020, apenas mais uma pá de terra foi jogada. A surpresa maior fica justamente pelos apoiados por Bolsonaro, que atualmente está no poder e com grande popularidade.
E na contramão disso tudo, os números mostram que os maiores vencedores foram os partidos de centro, como PSDB, Progressistas, DEM e, sobretudo, o PSD – que talvez tenha sido a maior surpresa positiva desta eleição (se é que pode se falar que foi surpresa mesmo).
Todos esses, pelo menos no que se refere a ideologia, são partidos ponderados, de atitudes e ações ponderadas. Foi isso que a maioria das pessoas escolheu, alguns por um sentimento de segurança, outros para tentar reparar erros do passado. Reflexos para 2022? Talvez sim, talvez não… veremos. Me perguntem um pouco mais para frente, por favor.





