O endividamento é outra preocupação. Empresas e pessoas fizeram financiamentos durante a pandemia, emprestaram capital, esperando que tudo ia passar, mas nunca passa. Os vencimentos estão se aproximando, e o faturamento não aumenta na mesma proporção das dívidas.
A pandemia alterou drasticamente a vida das pessoas. Um dos impactos mais drásticos foi na forma de trabalho, o home office.
No começo tudo parecia legal, era gente para todo lado mostrando nas redes sociais seus “escritórios improvisados”, dentro de suas residências, com entusiasmo e alegria. As lives também “bombaram”.
Mas com o passar do tempo, aproximadamente nove meses, tudo isso foi se tornando um pesadelo. Esse pesadelo é mais aterrorizante para alguns do que para outros.
Enquanto alguns viram a carga de trabalho mais do que dobrar para atender as novas demandas, como profissionais de saúde e supermercados, outros tiveram que ficar em casa, tendo que conciliar os desafios da vida familiar e o trabalho remoto.
Alguns setores sofreram, e ainda sofrem, com a pandemia. O setor de eventos é um bom exemplo. O pior é saber que enquanto investem alto para cumprir normas e exigências das mais diversas entidades públicas, assistem passivamente festas clandestinas, sem contar as eleições, em que o vírus, inteligentemente, não apareceu.
A educação nem se fala, professores se redobrando para cativar e manter a atenção dos alunos na frente de uma tela. Virou padrão a pergunta: me escutam? me veem? E do outro lado o vácuo.
O endividamento é outra preocupação. Empresas e pessoas fizeram financiamentos durante a pandemia, emprestaram capital, esperando que tudo ia passar, mas nunca passa.
Os vencimentos estão se aproximando, e o faturamento não aumenta na mesma proporção das dívidas. Mas não acabou, agora, seu vizinho que não gosta de você, vai poder te denunciar, caso perceba que você está com visitas acima de dez pessoas em sua casa, se ele tiver êxito, surgirá uma multa para o fim do ano.
A velha novidade é a segunda onda. Ora, onde estão os caros hospitais de campanha? Por que foram desativados? Durante os nove meses não houve tempo de preparação? A curva não foi achatada? São perguntas que se fazem a cada novo decreto. A certeza é que não sabemos muito sobre este vírus.
Mas a esperança vem justamente da incrível resiliência das pessoas que, com criatividade e talento se adaptaram às mudanças e encontraram uma maneira de gerenciar seus negócios.
Olhar para tudo isso e refletir sobre os desafios superados e as conquistas nestes tempos de dificuldade, nos dá a possibilidade de acreditar num futuro melhor, mesmo sabendo que estamos no mesmo mar, com barcos diferentes.







