O último monarca brasileiro foi Dom Pedro II, nascido no Rio de Janeiro
O último monarca brasileiro foi Dom Pedro II, nascido no Rio de Janeiro. Foi o filho mais novo de Pedro I e Maria Leopoldina, que se viu obrigado aos estudos desde os cinco anos de idade, por ocasião da abdicação de seu pai.
Com uma infância cheia de deveres e responsabilidades, se tornou um homem forte e dedicado ao seu País, sendo sua maioridade decretada aos 14 anos para que pudesse assumir a coroa.
Em suas mãos o País se tornou uma grande Nação, com destaque no cenário internacional, diferindo de seus vizinhos quanto à estabilidade política, liberdade de expressão, respeito aos direitos civis e ótima governabilidade. Sabe-se que Dom Pedro II tinha respeito e admiração de personagens como Graham Bell, Victor Hugo, Louis Pasteur entre outros, devido a sua erudição.
Patrono da arte e das ciências, chegou a falar e escrever em latim, francês, alemão, inglês, italiano, espanhol, grego, árabe, hebraico, sânscrito, chinês, provençal e tupi. Este governante teve que administrar tensões políticas, em especial às questões relativas à abolição da escravidão, que era motivo de embate e oposição de interesses políticos e econômicos da época.
Além disso, teve sucesso na Guerra do Prata em que o Brasil reagiu às investidas argentinas de Juan Manuel de Rosas. O historiador Roderick J. Barman disse que “ele mantinha suas emoções sob disciplina férrea. Ele nunca era rude e nunca perdia a cabeça. Ele era excepcionalmente discreto com as palavras e cauteloso na forma de agir”.
Pedro II teve uma vida de perdas, na infância ao ser deixado e na vida adulta com perda de três dos quatro filhos, dois meninos ainda pequenos, o que mudou a visão de futuro do imperador que, em seu íntimo, desejava passar a coroa para um dos filhos homens. Após estes infortúnios se dedicou ao trabalho, dormia pouco e usava o tempo livre aos estudos e leituras.
Exigia o mesmo comportamento dos funcionários públicos, com jornadas de oito horas diárias, vestimentas e posturas baseadas na moralidade, era adepto da meritocracia. Presente na Guerra do Paraguai, mesmo contra o Conselho de Estado da época, participou como voluntário da Pátria, dormindo em tendas de campanha e cavalgando junto com as tropas. Entre tantas conquistas diplomáticas e vitórias em combates, a reputação do Brasil era tanta que o império era considerado moderno e progressista, equiparando-se aos Estados Unidos.
Na década de 1880, cansado, sem herdeiros e sem seus estadistas – substituídos por uma geração mais nova – diminuiu suas perspectivas para o futuro da Monarquia, mas deixou um País próspero e com destaque no cenário internacional. Mesmo que alguns tentem satirizar e desmerecer este personagem de nossa história, sua contribuição e méritos são notórios e sua capacidade de diálogo e inteligência servem de exemplo para os tempos que vivemos.






