General Motors, Tesla, Jac Motors, Nissan, Renault e demais empresas já possuem modelos conhecidos, outras estão realizando fusões e aquisições e investindo em startups.
Enquanto assistimos a guerra no preço dos combustíveis, um dos maiores investidores do mundo, Warren Buffett, está apostando alto nos carros elétricos. Além disso, o governo de Minas Gerais anunciou, no início deste mês, investimentos na casa dos $25 bilhões em uma fábrica de veículos elétricos a ser implantada ainda em 2021, com previsão de operação para 2023, e produção aproximada de 23 mil unidades.
Um dos grandes problemas dos carros elétricos ainda é o preço, a maioria acima de R$150.000, tornando-os inacessíveis para a maioria dos brasileiros. Mas tudo indica que com maior volume fabricado, este valor tende a diminuir, ademais, linhas de subsídios para essa modalidade estão em discussão em diversos países.
Também existe a questão da autonomia, que fica em torno dos 200 quilômetros, além disso, a demora para carregamento das baterias, diferentemente dos automóveis por combustão, que em poucos minutos tem o tanque abastecido e autonomia restabelecida. Por enquanto, este problema está sendo resolvido com modelos híbridos.
Grandes montadoras estão fazendo movimentos de suas operações, enquanto umas fecham fábricas, outras anunciam investimentos. Um exemplo é a Volkswagen, que deseja que 70% de sua venda seja de carros elétricos nos próximos dez anos. A empresa pretende revolucionar o mercado, integrando os sistemas operacionais dos automóveis com empresas como Apple, Google e Amazon, ou seja, a terceirização da tecnologia.
Mas não é só ela, a corrida neste mercado promete ficar cada vez mais acirrada. General Motors, Tesla, Jac Motors, Nissan, Renault e demais empresas já possuem modelos conhecidos, outras estão realizando fusões e aquisições e investindo em startups. É por essa e outras que Beffet está de olho em empresas do setor, em especial as chinesas.
O aporte da Berkshire Hathaway, gestora de investimentos comandada pelo mega investidor, já possuir ativos em empresas fabricantes de carros elétricos. Cabe lembrar que Warren é conhecido pela sua capacidade de “leitura de mercado” e previsão do futuro. Uma das apostas é uma empresa sediada em Shenzhen, China, que vendeu mais de 130.000 unidades em 2020 e teve suas ações valorizadas em 300% em doze meses.
Como já abordado neste texto, grandes montadores vêm anunciando investimentos e inovações para o setor automobilístico para não ficar para trás. Preocupados com a poluição, governos têm estudado a renovação de frotas de ônibus para motores elétricos, visando diminuir a emissão de monóxido de carbono.
Tais atitudes geram visibilidade, prêmios e atração de investimentos. Uma curiosidade é que os carros elétricos não são novidade, surgiram no início de século 20 e chegaram a ser a aposta naquele momento. Certamente os carros movidos a combustão ainda terão longo prazo, pois a frota é gigantesca e eles também possuem suas vantagens como autonomia e custo, soma-se a isto o fato do etanol ser uma opção menos poluente e renovável.





