Dentre os compromissos de uma pequena empresa, o aluguel é um gasto da grande maioria, que com baixo faturamento, apresentam dificuldades em quitar essa dívida.
As micro e pequenas empresas lideram a geração dos postos de trabalho no País, fato comprovado no mês janeiro deste ano, em que estas categorias de empresa foram responsáveis por 75% das vagas criadas, de acordo com o Sebrae. Por outro lado, as médias e grandes empresas apresentaram saldo negativo.
O que acontece é que, mesmo com todas as restrições, as pequenas empresas são verdadeiras heroínas, sustentando o nível de empregabilidade nas cidades brasileiras. Só no último semestre foram gerados 1,1 milhão de novos empregos em diversos setores como serviços, indústria de transformação e construção civil.
A pergunta que fica é, até quando as micro e pequenas empresas vão aguentar carregar o piano? Sabemos que são sufocadas por leis, tributos e fiscalizações, além das recentes restrições de funcionamento impostas pelos governos no momento de pandemia. Dentre os compromissos de uma pequena empresa, o aluguel é um gasto da grande maioria que, com baixo faturamento, apresentam dificuldades em quitar essa dívida.
Alguns estão acumulando atrasos desde o ano passado e a dificuldade aumenta mês após mês. O fato de que a saúde deve ser levada em consideração não se discute, bem como colocar a vida em primeiro lugar.
Contudo, uma desigualdade vem acontecendo quando se trata de fechamento de estabelecimentos comerciais, pois mesmo com todas as promessas de ajuda e ideias geniais por parte de algumas pessoas, a verdade é que os impostos continuam sendo cobrados. Quem deixou de pagar IPVA, IPTU, taxas, alvarás, ICMS entre outras cobranças neste início de ano? Aliás sequer diminuíram.
De certa forma, caso o fechamento se torne uma opção para estes empresários, estes deixarão de pagar os impostos, mas não precisava ser assim. Enquanto uma ala da população continua a receber, outros assistem seus negócios falindo e muitos tendo que vender bens para pagar a conta, muitas vezes dos que recebem em dia.
O problema é que quando estas empresas fecham e deixam de pagar tributos a máquina pública fica insustentável, pois não há condições de mantê-la sem arrecadação. Em resumo, a renda do setor público pode ficar comprometida, mesmo que demore um pouco mais do que a dos empresários e seus funcionários.
Como se não bastasse tudo isso, o pequeno empresário vai ter que repensar seu negócio, uma vez que, em meio a tanta burocracia, é preciso inovar, afinal do outro lado existe um cliente cada vez mais exigente, mal-acostumado com as comodidades deste novo milênio, basta apertar uma tecla e o pedido está chegando e, ai do entregador, se demorar.
Voltando à pequena empresa, por serem mais fáceis de fiscalizar, sofrem, e não só pelas autoridades. Basta assistir aqueles programas de denúncia de defesa do consumidor, reparei que esse tipo de reportagem acontece sempre com os pequenos, ou seja, dificilmente se vê uma cobertura de denúncia de um grande estabelecimento, ou seja, massacrar o pequeno é mais fácil.





