Sistemas econômicos produtivos de longo prazo

Em relação aos países emergentes, apesar do repentino aumento de custos comerciais, notou-se um aumento na capacidade de atrair talentos, já que o mercado digital permite a contratação de indivíduos que, mesmo distantes, podem prestar serviços em suas especialidades para qualquer lugar

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, poucas economias estão preparadas para prosperar em longo prazo, quando se trata da prestação de melhores serviços públicos e digitalização. Embora a crise pandêmica tenha assolado todas as nações, uma conclusão foi de que os países com digitalização avançada e redes de segurança consolidadas souberam lidar melhor com o impacto da crise atual.

Muitos países entenderam que este é o caminho a partir de agora, ou seja, expandirem suas capacidades digitais, juntamente com a segurança cibernética. Neste sentido, alguns aspectos tornaram estes países mais resilientes, pois forneceram apoio para que as atividades produtivas pudessem continuar por home office, como é o caso da Holanda, Nova Zelândia e Estados Unidos. Sabe-se que a falta de internet, ou quando é de má qualidade, dificulta o trabalho, seja na área financeira, educacional e até mesmo a saúde, já que as conexões são interrompidas frequentemente, quando de fato existem.

Dessa forma os países mais bem-sucedidos no planejamento de saúde e políticas sociais mitigaram os efeitos da crise. Ademais, países que tiveram experiências de protocolos anteriores (pandemias passadas) se saíram relativamente melhor.

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Em relação aos países emergentes, apesar do repentino aumento de custos comerciais, notou-se um aumento na capacidade de atrair talentos, já que o mercado digital permite a contratação de indivíduos que, mesmo distantes, podem prestar serviços em suas especialidades para qualquer lugar. Certamente a criatividade também vem sendo uma vantagem aos emergentes, emergindo novos talentos para resolução de problemas.

Portanto, o relatório considera que uma transformação econômica está por vir e sugere uma preparação. Em primeiro lugar, o ambiente deve estar preparado, para isso os governos devem investir em infraestrutura digital, melhorando os serviços nessa área. Em segundo lugar, defende-se a ampliação de programas de requalificação, investindo no capital humano, prevendo alterações nos currículos educacionais e leis trabalhistas.

Também deve-se dar atenção aos mercados financeiros, que embora estejam estáveis em termos de regulação, dado as últimas crises econômicas, necessitam se tornar mais inclusivos, diminuindo barreiras de acesso.

Por fim, o estímulo às empresas, favorecendo a inovação e premiando a cultura empreendedora pode motivar os mercados. Vários países já apontam nessa direção, mas é importante entender que as atitudes de hoje geram efeitos no longo prazo. A despeito disso, enquanto alguns países se preocupam com as próximas eleições, outros avançam naquilo que realmente pode fazer a diferença para a Nação.

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