Pelo critério da oferta e demanda, diversos organismos privados já estariam dando seu jeito de importar tais vacinas de forma mais rápida possível para atender essa demanda reprimida.
Dentre tantos mecanismos que interferem no preço dos produtos, a oferta e procura são os mais antigos numa relação econômica. De um lado temos consumidores que desejam certos produtos, do outro lado temos os ofertantes, pessoas físicas ou jurídicas que produzem os produtos desejados.
É fácil perceber que quando determinado produto é muito desejado, e os ofertantes não conseguem atender essa demanda, os poucos produtos existentes se tornam mais caros. Da mesma forma, quando um determinado produto é produzido em grande escala a tal ponto que comece sobrar, seu preço desvaloriza.
Nesse ínterim, temos em determinado momento o equilíbrio, ou seja, preço justo para ambos, consumidores e produtores. Em Belo Horizonte, em torno de 57 pessoas compraram vacina de forma clandestina. Uma cuidadora de idosos é suspeita de aplicar, a um custo de R$ 600 as duas doses da vacina.
Caso sejam verdadeiras, devem ter sido desviadas do Ministério da Saúde, com a conivência de alguém, caso seja apenas uma água, houve má fé para enganar pessoas desesperadas. Este foi um caso descoberto, mas pode haver mais pelo Brasil afora, desde pessoas furando a fila, aplicando doses erradas, ou até mesmo desviando o produto que, por hora, é tão procurado.
Mas o que aconteceria, se a venda da vacina fosse de fato liberada? Pelo critério da oferta e demanda, diversos organismos privados já estariam dando seu jeito de importar tais vacinas de forma mais rápida possível para atender essa demanda reprimida.
Pode parecer que apenas quem possui condições financeiras melhores, teria acesso ao produto, contudo pode acontecer justamente o contrário. Ao passo que quem tem condições estaria exportando e tomando suas doses, o governo que possui prioridade na compra, teria seu sistema desafogado, atingindo os mais necessitados e quem de fato quer tomar a vacina.
Afinal de contas, para os fabricantes, quanto mais venda melhor, já que existem inúmeras pessoas que desejam o produto. Por isso, uma liberação causaria uma corrida para fabricar de forma rápida e distribuir de forma eficiente.
O que acontece é que todo esforço está nas mãos do governo, que por mais que faça o seu melhor, possui limites, mas uma aliança com a iniciativa privada, pode obter resultados superiores. A competição pode trazer algumas vantagens, entre elas menos burocracia e entraves característicos do setor público.
Alguém pode dizer que iriam ocorrer muitas fraudes, mas o que estamos vendo atualmente? Ademais, há liberdade de escolha de qual vacina tomar, entre as informações de eficácia das mesmas.
Você poderá decidir entre tomar a do país x, y ou z, ou do laboratório a, b ou c, seja com base na eficácia, seja com base nos preços de venda ou seja por qualquer outra coisa que te leve a acreditar que uma é melhor que a outra. Organismos de apoio, como ONGs e institutos poderiam se envolver mais a atingir suas comunidades.




