Taxa de Juros e o aumento da inflação

Os riscos inflacionários são altos, em parte pela recuperação da economia que, com a vacinação em massa, vem dando sinais positivos. Popupança: o rendimento antes era de 1,93%, agora é de 2,45% ao ano.

O Banco Central amentou a taxa básica de juros de 2,75% para 3,5% no início deste mês. Ao considerar que há poucos meses a Selic estava consolidada em 2% ao ano, o aumento é significativo — e se faz necessário para controlar a inflação. De acordo com a entidade, os riscos inflacionários são altos, em parte pela recuperação da economia que, com a vacinação em massa, vem dando sinais positivos.

As pressões começam de fora; o movimento dos países mais avançados já vem acontecendo e a taxa Selic pode aumentar ainda mais na próxima reunião, já que é essa a tendência no exterior. Esse novo patamar já era esperado pelo mercado, que também vê um movimento inflacionário acontecendo há bastante tempo. Assim, para tentar manter a inflação dentro da meta de 3,75% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o Bacen aumenta a taxa básica, que se reflete em demais operações de crédito.

A pressão principal vem do aumento nos alimentos. São aumentos constantes não só no Brasil, mas em todo mundo. Produtos industrializados sofreram com interrupções por causa da pandemia e o volume monetário dispendido em ações de combate à doença geram consequências inflacionárias. A disparada no preço dos alimentos não é nada boa para um país, pois é um dos motivos de revoltas e manifestações, muitas delas violentas e com saques em estabelecimentos comerciais. Sendo assim, países como o Brasil devem valorizar a agricultura familiar, já que ao manter fortes estes negócios, se resolvem problemas locais de forma ágil e eficaz.

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Certamente a taxa de juros mais elevada prejudica a agricultura, uma vez que essa taxa é referência para empréstimos no setor. Sendo assim a pressão ficará grande para quem precisa de capital de giro para sua propriedade. Por isso, a importância dos governos locais ao incentivo a esse tipo de negócio, não só com capital financeiro, mas também com aberturas comerciais e facilidades de negociação. Por outro lado, a taxa mais alta favorece quem possui valores em poupança.

Com a regra de 2012, estando a Selic abaixo de 8,5%, a caderneta de poupança tem correção a um percentual de 70% dos juros básicos, mais a Taxa Referencial (TR). Por isso, o rendimento que antes era de 1,93%, agora é de 2,45% ao ano, mais TR. Ainda assim, outros investimentos com rentabilidade maior podem ser encontrados no mercado, embora com menor liquidez. Esperamos que a decisão da equipe econômica do Banco Central esteja certa, e o País consiga passar por essa fase de transição pandêmica da melhor forma possível, ou a menos prejudicial.

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