Os investidores estão de olho no ESG, já que a procura por empresas com esse selo aumentou, e consequentemente seu valor de mercado.
As grandes empresas estão cada vez mais preocupadas com questões ambientais, pois isso tem impactado seus lucros. Nas reuniões de conselho de administração, é o assunto principal, em especial durante a pandemia. A sigla ESG, do inglês Enviromental, Social and Governance, pode ser traduzida como ASG, Ambiental Social e Governança. É considerada uma tendência neste ano ao tratar dos fatores de medição da sustentabilidade e impacto social de uma empresa. Por essa razão, estes fatores devem ser entendidos pelos gestores, para manutenção da competitividade e transparência com os consumidores.
Com a pandemia, alguns destes fatores ficaram mais evidentes e o público vem observando quais empresas realmente estão preocupadas com a sociedade e em tornar o mundo um lugar melhor. Por isso, não basta apenas discursos, mas ações concretas que geram valor para todas as partes interessadas. Neste sentido, o ESG certifica as ações da empresa por meio de seu resultado. Além dos eventos globais, como a pandemia da Covid-19, eventos locais também entram na lista de preocupações. É o caso da queda da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, em que a Vale perdeu valor de mercado pela responsabilidade da tragédia e ainda dispendeu gastos enormes de revisão e ajustes em toda operação, gastos que podiam ser evitados com prevenção. Por consequência, a importância de indicadores como do ESG, que apontam as deficiências para que as empresas planejem melhor suas ações.
Pelo mundo afora, o tema ganhou relevância entre os investidores das empresas de petróleo e gás. A pressão é tamanha, que grupos alinhados a questões ambientais e sociais têm conquistado assentos nos conselhos de administração. Essa pressão tem origem no acordo de Paris, que tem como principal objetivo reduzir o aquecimento global. Isto impacta diretamente essas empresas para a redução da emissão de carbono.
Os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 grau Celsius foi concordado por mais de 110 países, sendo que alguns mais arrojados, como Japão e Reino Unido, colocaram metas para 2030, entre elas a proibição de carros a gás. Diante deste cenário, as grandes empresas de petróleo se veem encurraladas, e a saída é o investimento em energias renováveis. Os investidores estão de olho no ESG, já que a procura por empresas com esse selo aumentou, e consequentemente seu valor de mercado. Aquelas que insistem em não dar atenção ao tema sofrem derrotas, inclusive nos tribunais. Por estas e outras, fundos de investimento em ESG estão se tornando queridinhos do mercado.




