As exportações brasileiras aumentaram e o preço também, incrementando a entrada de dólares. Os leilões dos aeroportos e ferrovias foram negociados acima do preço e ainda há muito mais no plano do governo.
O dólar como moeda internacional é uma tradição que vem sendo mantida desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Pode-se dizer que antes mesmo disso, na eliminação do padrão ouro, no início do século 20, o dólar já se tornara referência para as transações entre as nações. Atualmente o dólar é a moeda internacional por diversos motivos, mas entre os principais podemos destacar o petróleo, pois as negociações dos países membros da Opep se dão nessa moeda.
Além disso, as exportações mundiais também são negociadas em dólar, o que faz com que os países tenham que controlar o preço de sua moeda interna em relação à moeda norte-americana. No Brasil o dólar rompeu a barreira abaixo dos R$ 5,00 no fim deste mês, algo que chamou atenção, já que não acontecia desde junho de 2020. Esse fato havia sido sinalizado pelo Banco Central, que acompanha as médias que definem a tendência da moeda.
Entre vários fatores que ocasionaram a queda do dólar, está a maior entrada da moeda em solo nacional, devido à diminuição do risco-país e à elevação da taxa de juros. Mas é bom lembrar que mesmo rompendo este patamar, o dólar continua alto, pois o ideal para um país com a economia do Brasil é uma moeda mais pareada.
Os estímulos fiscais liberados pelas grandes nações, inclusive os EUA, fizeram com que houvesse mais capital monetário disponível pelo mundo afora. Esse fator favorece países como o Brasil, que exportam commodities altamente demandadas em períodos pós crise. As exportações brasileiras aumentaram e o preço também, incrementando a entrada de dólares. Destaca-se também o bom humor dos investidores em relação a concessões e parcerias público-privadas.
Os leilões dos aeroportos e ferrovias foram negociados acima do preço e ainda há muito mais no plano do governo, e todo esse valor entra na bolsa brasileira, sinalizando positividade no mercado financeiro. Por fim, a taxa de juros mais alta favorece a entrada de dólares no País, juntamente com o aumento no PIB.
Uma taxa maior atrai investidores e o PIB é favorecido pela capacidade de pagamento do governo, o que traz mais confiança para quem quer investir no Brasil. No entanto, é preciso tomar cuidado, pois uma alta de juros norte-americana, que atrai investimentos por lá, e o período eleitoral que se aproxima, pode mexer com os ânimos e pressionar o dólar para cima.






