A diretoria realizou uma assembleia e aprovou a volta do time ao futebol profissional.

Na noite de segunda-feira, dia 27, o Clube Esportivo União (CEU) realizou uma assembleia no Marrecas Clube para realizar a votação sobre duas mudanças: voltar a disputar o Campeonato Paranaense de Futebol e admitir mais sócios patrimoniais.
E, por unanimidade, os 13 sócios que estiveram na reunião aprovaram as mudanças. A partir de agora, o Clube Esportivo União poderá vender 40 novos títulos patrimoniais ao valor de R$ 500 cada um. Assim, no dia 19 de maio, haverá uma nova assembleia para realizar a eleição da nova diretoria, podendo ter como candidatos os novos integrantes.
“A gente fez isso para que não precise criar esse novo clube, o União Beltrão, que está sendo encabeçado pelo Hermes Rathier, Tavico e Ivair Cenci. Não precisa de dois clubes, só precisamos de uma renovação no União, deixar esse pessoal que tem vontade tocar o futebol profissional”, comenta Sérgio Galvão, secretário do Clube Esportivo União.
Em entrevista à Rádio Comunitária Anawin FM, ontem, Hermes Rathier disse que a tendência é que ele e seu grupo comprem os títulos para somar ao clube mais tradicional de Francisco Beltrão, que no ano que vem completa 60 anos de sua fundação. “Somente nós do União Beltrão temos mais ou menos 20 pessoas e todos devemos comprar os títulos patrimoniais. Aí o restante fica em aberto para quem quiser participar e nos ajudar”, disse Rathier.
“Nós colocamos em votação a volta do União ao futebol profissional e foi aprovado. Agora esse novo grupo precisa correr atrás de recursos para pagar as taxas na Federação Paranaense de Futebol”, disse o presidente do União, Severino Soranso.
Jovino Mozer, ex-atleta e sócio do União, ficou contente com a decisão. “Com uma diretoria séria vai valer a pena ir ao estádio. Do jeito que tá não pode ficar, é uma vergonha. Temos que organizar o futebol beltronense”, afirma o ex-zagueiro, que hoje tem 72 anos.
Maior patrimônio
O Clube Esportivo União tem um bom patrimônio. Além de duas salas comerciais no Estádio Anilado, um terreno ao lado do campo e um alqueire e meio no bairro Padre Ulrico, o clube tem o direito vitalício de utilizar o estádio, o que o secretário Sérgio Galvão considera o principal patrimônio. “Quando o estádio foi municipalizado, essa foi a grande exigência do União. Nós somos o único clube com direito de utilizar a estrutura sem pagar nada de taxas. Do Beltrão FC nunca foi cobrado porque era o único time, mas se a gente quiser, poderemos fazer essa exigência”, comenta Sérgio.






