Seminário estadual discute a sindicalização

 

Moacyr Auersvald, da confederação nacional; Ari Isler, do Sindicato de Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade de Beltrão; e Wilson Pereira, da Federação Estadual da categoria.

 

O Hotel Francisco Beltrão Palace sediou o 20º Seminário dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade do Estado do Paraná quinta e sexta-feira. Foram, ao todo, sete palestras que trataram da importância da sindicalização para representantes de 13 sindicatos regionais. “O nosso principal objetivo, logicamente, é divulgar uma campanha de sindicalização que estamos fazendo. Tivemos palestras com a procuradora do Ministério Público do Trabalho, dra. Priscila Schvarcz, que falou sobre a questão da forma que se pode trabalhar conjuntamente o Ministério Público e entidades sindicais. Também tivemos palestra com a dra. Emanuele Baggio sobre a questão da Lei Maria da Penha. Também apresentamos nossa estrutura sindical e da federação. No dia 1º de maio lançamos a campanha de sindicalização. Vamos premiar, com o sorteio de um carro e quatro motos, os trabalhadores que já estão sindicalizados e aqueles que não estão. É uma forma de dar uma retribuição ao trabalhador”, disse Wilson Pereira, presidente da Federação dos Empregados em Turismo e Hospitalidade do Estado do Paraná. 
A meta do sindicato é aumentar em 20% o número de sócios do sindicato. “Cada filiado vai ser nosso porta-voz junto aos demais do quanto é importante ter o vínculo sindical”, completa o presidente. 

- Publicidade -

Confederação repudia PL 4330
Moacir Auersvald, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Turismo e Hospitalidade (Contratuh), fez questão de destacar a posição da entidade quanto o Projeto de Lei 4330, que trata da terceirização que tramita no Congresso Nacional. “Nós temos uma posição completamente contrária ao PL 4330. Da forma como foi colocada é a precarização do trabalhador de todo e qualquer tipo de emprego. Estamos rasgando a CLT e os artigos 7º e 8º da Constituição Federal que dá garantia aos trabalhadores. Estamos jogando fora tudo isso porque nós começamos a constituir empresa sem trabalhadores”, disse. 
Ele relatou que a entidade vai buscar que o projeto seja rejeitado pelo Senado ou vetado pela presidente Dilma Rousseff (PT). “Estamos, agora, tentando criar forças novamente e ir atrás do Senado e da presidente Dilma para ver se nós estancamos as aberrações que foram feitas. O que a Câmara conseguiu fazer foi rasgar o que há décadas, através de Getulio Vargas, nós conseguimos. É uma vergonha o que a Câmara fez”, criticou. 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Destaques