A produção será com matéria-prima 100% sudoestina. O pedido da liberação da marca já foi solicitado junto ao Ministério da Agricultura.

A marca Santo Giorno é um projeto-piloto em parceria com a região de Vênetto, na Itália, Agência de Desenvolvimento, Associação Bellunesi Nel Mondo, UTFPR, Sebrae, Seab e Emater, para desenvolver o queijo típico do Sudoeste do Paraná com bactérias do próprio leite da região, onde foi purificado e isolado, com ajuda na elaboração do fermento, na Itália.
Hoje, com as pesquisas da UTFPR, através do curso de Tecnologia em Alimentos, e apoio da indústria Primo Queijo, de Renascença, o projeto está bem adiantado e com uma produção de 3.600 litros, ou seja, em torno de 360 quilos de queijo com processo de maturação de 30, 60, 90 dias e até um ano, com todas as análises físico-químicas, microbiológicas e também sensoriais nos supermercados.
Para o queijo estar disponível nas gôndolas, é necessário, ainda, obter o registro junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Entretanto, o professor, mestre e coordenador do projeto, João Francisco Marchi, da UTFPR, garante que o pedido já foi feito e que o próximo passo é atingir os resultados mercadológicos, científicos e tecnológicos. “Estamos testando na indústria e nos laboratórios a tecnologia, inclusive com a análise sensorial de textura, sabor, aroma e acompanhando a maturação dos queijos de um ano”, diz o professor.
O principal desafio é a importação do fermento lático, produzido na Bioagro, em Thiene, na Itália. A tecnologia será distribuída para quatro laticínios da região, na primeira etapa do projeto, para produzir queijo em escala de mercado.
Queijo regional
Somente o Sudoeste poderá produzir o queijo com a marca Santo Giorno, pois está sendo registrada coletivamente, inclusive utilizando a matéria-prima da região, ou seja, com a produção de leite 100% sudoestina. “O fermento lático, que são as bactérias boas do leite, nós selecionamos e ela volta para o queijo, dando aroma e sabor típico da região. E a maioria dos fermentos lácteos que é comprado nos laticínios, para fazer mussarela ou parmesão, é importada dos Estados Unidos ou da Dinamarca ou mesmo alguns italianos. E o Santo Giorno tem origem do nosso leite, com seleção e isolamento das bactérias do leite produzido aqui”, destaca o professor.





